Um estudo da Universidade de Xi’an Jiaotong, na China, publicado na revista ‘Innovations and Applications’, aponta que a prática de exercício físico com máscara pode originar efeitos prejudiciais ao sistema respiratório e cardiovascular, causando eventos adversos, como arritmias cardíacas e pneumotórax espontâneo, avança o ‘elEconomista’.
Embora os autores argumentem que a morte súbita associada ao uso de máscara durante a prática de exercício é um evento “raro”, indicam também que o risco é “especialmente maior em pessoas com comorbidades cardíacas existentes”. “Nesses casos, uma máscara projetada especificamente para atletas deve ser considerada, com pouco ou nenhum efeito colateral de deficiência de oxigénio”, defendem.
Assim, estes investigadores alinham-se à opinião da Organização Mundial da Saúde (OMS), que a 1 de dezembro de 2020 emitiu uma série de recomendações nas quais desencorajava o uso de máscaras para a prática de desportos intensos, pois poderia causar efeitos negativos cardiovasculares e pulmonares significativos em pessoas saudáveis e com doenças respiratórias associadas.
“As pessoas não devem usar máscaras durante atividades físicas de intensidade vigorosa porque estas podem reduzir a capacidade de respirar confortavelmente”, afirmou o órgão internacional de saúde das Nações Unidas. No seu relatório, a OMS recordou que uma boa ventilação e uma distância física de pelo menos um metro durante o treino são “essenciais”. Assim, se os ginásios não podem garantir distância, ventilação e desinfeção adequadas, a OMS recomenda que sejam encerrados temporariamente.
Em Portugal os ginásios puderam abrir a partir desta segunda-feira, mas sem aulas de grupo, de acordo com o plano de desconfinamento definido pelo Governo e apresentado a 11 de março de 2021.





