Há longas filas para entrar no Mosteiro dos Jerónimos e na Torre de Belém, em Lisboa, apesar de a autarquia ter decidido fechar teatros e museus para tentar conter a propagação do novo coronavírus. Uma vez que a medida não abrange estes espaços, as direcções decidiram implementar outro tipo de regras de contenção: segundo adianta a Renascença, apenas podem entrar grupos de 30 pessoas de cada vez.
A limitação à dimensão dos grupos de visitantes está a provocar as filas que se podem verificar ao passar pela zona de Belém. A mesma rádio sublinha que os directores destes monumentos mostram-se preocupados, enquanto não são divulgadas as decisões tomadas no concelho de ministros que decorre hoje.
Entretanto, continuam a chegar milhares de pessoas a Lisboa, nomeadamente através de cruzeiros, sendo que não existe um sistema de controlo.
Com este cenário como pando de fundo, o Centro Cultural de Belém também já anunciou que irá suspender todos os espectáculos e conferências. O Padrão dos Descobrimentos, por seu turno, encerrou mesmo portas – é gerido pela EGEAC e, por isso, abrangido pela decisão da Câmara Municipal de Lisboa.
A Renascença lembra que os responsáveis por monumentos nacionais aguardam a decisão do Governo sobre o que fazer. Em Lisboa e no Porto, as próprias autarquias estão a tomar as rédeas.




