Coopetition

Por Nelson Pires, General Manager da Jaba Recordati

Cooperação e competição, ou em inglês “cooperation and competition”. Parecem dois conceitos antagónicos, mas não são, são conplementares. Estrategicamente a competição estimula-nos a ser melhor que os outros, nos KPIs definidos. A cooperação estimula-nos a apoiar os outros de forma genuína, a melhorarem para atingirem os seus KPIs. O facto é que nós só somos competitivos num ambiente estimulante, ou seja, quando os competidores são tão bons como nós. Não queremos ser os melhores dos piores, mas sim o melhor entre os melhores. Portanto, a importância da cooperação, como meio complementar de ajudar os outros a desenvolver as suas competências para se tornarem melhores. Só assim conseguiremos desenvolver-nos de forma genuína, permanente, sustentável e eficiente. Nos dias de hoje, o conceito de “coopetition” está profundamente relacionado com os valores da “governance”, estimulando a criação de relações normativas e de poder equilibradas, sustentáveis, transparentes, mas que convivem com o dinamismo social e económico. Nomeadamente, um ambiente competitivo, eticamente saudável. Este conceito leva-nos a uma permanente busca de auto-desenvolvimento e melhoria contínua como pessoas e profissionais. A velha máxima de “em terra de cego, quem tem olho é rei” deixou de ser verdadeira. A rapidez e a inevitabilidade da permanente mudança típica deste século, tornaram esta máxima exclerusada, já não basta um olho, se são precisos vários para se ser rei. Não apenas competências técnicas (“hard skills”), mas essencialmente as competências emocionais (“soft skills”). Porque o sucesso deve ser estruturado, não apenas assente em “transpiração”, nem sequer apenas em “inspiração”, mas também em coopetição,  inovação e visão. Devemos sorrir nos momentos difíceis (pois o líder deve tranquilizar a organização) e mostrar-nos zangados quando temos sucesso (de forma a não permitir que a organização se acomode e ganhe rotinas prejudiciais). Claro que este é um processo de aculturação e aprendizagem que leva tempo, que deve começar pelo ensino e nos mais jovens. Mas somos nós a geração que lidera o mundo, neste momento, que deve promover este novo espírito e filosofia de vida, assente nos valores atrás referidos. Quem não tiver este espírito, terá o mesmo destino dos dinossauros à milhões de anos atrás!


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