A Continental está a desenvolver um sistema tecnológico de retrovisores com base em câmaras de forma a substituir os tradicionais espelhos presentes nos automóveis. A Continental revelou, assim, um primeiro protótipo experimental, com uma combinação de câmaras e ecrãs que permitem substituir tanto o retrovisor interior como os exteriores de um veículo de turismo.
Do ponto de vista técnico, tratam-se de três câmaras de 360 graus (Surround View), mas com ângulos de abertura distintos. Em lugar dos retrovisores tradicionais, dois monitores fabricados com OLED mostram ao condutor nas direcções visuais habituais o que acontece nas partes laterais e traseiras do veículo.
A Continental aponta vantagens neste sistema como a eliminação de encadeamentos fruto da iluminação de outros faróis ou da incidência da luz solar, permitindo também reconhecer o estado do trânsito mediante outras funções de assistência à condução e aprimorar a vertente aerodinâmica com ganhos no consumo. Além disso, são menos susceptíveis de se sujarem e de sofrerem danos como os retrovisores externos.
“Este sistema de câmaras e monitores elimina completamente os ângulos mortos. Além disso, é capaz de compensar os efeitos de fenómenos ópticos indesejáveis como os encadeamentos e as situações de fraca iluminação. Eliminando os retrovisores exteriores, obtemos ainda a vantagem de reduzir a resistência aerodinâmica do veículo. Com um valor cx mais baixo, o consumo de combustível sai reduzido, assim como o ruído aerodinâmico”, refere Alfred Eckert, director de engenharia avançada da divisão Chassis & Safety da Continental.
Para conseguir sempre uma iluminação óptima nas imagens mostradas nos monitores, as câmaras dispõem de função High Dynamic Range (HDR), capaz de reduzir o brilho do Sol sobre o asfalto, estando também a ser desenvolvido um sistema de limpeza para o sistema óptico da câmara traseira. Caso as expectativas da Continental sejam cumpridas e este sistema receba a homologação em 2016, conforme o Regulamento n.º 46 da Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas, o mesmo poderá chegar a automóveis de turismo já em 2018.




