A cultura de colecionar ténis tem vindo a reunir globalmente cada vez mais adeptos, que alimentam uma indústria multimilionária, reporta a CNN Style. Nos últimos cinco anos, houve mesmo uma “explosão” de colecionadores que investiram muito em itens de calçado raros, de acordo com Caitlin Donovan, da empresa de leilões Christie’s.
Recentemente, em parceria com a plataforma de revenda de ténis Stadium Goods, Donovan organizou uma venda com foco na linha Jordan da Nike. O leilão online, que terminou esta semana, contou com quase 30 pares raros, de protótipos Jordan e ténis usados para jogos.
O artigo mais caro do leilão foi um par de Air Jordan High, que foi vendido por 23.170 euros (27.500 dólares).
O recorde do leilão de par de ténis foi quebrado várias vezes desde 2017, oscilando entre os 160.070 euros (190 mil dólares) dados por um par de Converse, assinado por Michael Jordan, que os usou nos Jogos Olímpicos de 1984, e os 518.130 euros (615 mil dólares) pagos por um par de ténis da estrela do basquetebol Nike Air Jordan 1s em 2020.
No início deste ano, outra das criações de Kanye West – o protótipo Nike x Yeezys – tornou-se num dos pares de ténis mais caros da história depois de ser vendido por 1,52 milhões de euros.
Os preços de leilão em alta refletem o crescimento robusto do mercado secundário de venda em segunda mão de ténis, que a StockX estima que seja agora de 8,42 mil milhões de euros, prevendo-se que cresça para quase 25,27 mil milhões de euros até 2030.
A cultura dos ténis também está profundamente ligada à cultura do desporto – especialmente após o lançamento dos ténis Air Jordan de Michael Jordan em 1985, que Donovan apelidou “os ténis mais colecionáveis”.
Ann Jacobe, que detém cerca de 500 pares, revelou que recebe frequentemente contactos de investidores de luxo e casas de leilão interessados nos seus artigos.
A colecionadora filipina, que “perdeu a conta” de quanto dinheiro investiu em ténis, explicou que essa procura “eleva a consciência de que o calçado pode ser tratado como arte”.





