A China ordenou, esta quarta-feira, que os funcionários das agências do Governo central não usassem Iphones ou quaisquer dispositivos da marca para trabalhar, nem sequer que os levassem para o escritório, revelou o ‘Wall Street Journal’.
A proibição chega dias antes de um evento da Apple, que os analistas acreditam que será sobre o lançamento de uma nova linha de iPhones e pode gerar preocupações entre as empresas estrangeiras que operam na China.
De acordo com a publicação americana, não é mencionado mais qualquer fabricante além da Apple, sendo que as ações da empresa caíram 1,5%. A China é um dos maiores mercados da Apple e gera quase um quinto da sua receita.
Há mais de uma década que a China tem procurado reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, pedindo às empresas afiliadas ao Estado, como os bancos, que mudem para software local e promovendo a produção nacional de chips semicondutores. A partir de 2020 a campanha intensificou-se, quando foi proposto um modelo de crescimento conhecido como “dupla circulação” para reduzir a dependência de mercados e tecnologia estrangeiros devido às suas preocupações com a segurança dos dados.
Em maio, a China instou as grandes empresas estatais a desempenharem um papel fundamental no seu esforço para alcançar a autossuficiência em tecnologia.
De acordo com a agência ‘Reuters’, vários analistas indicaram que a medida prova que Pequim não está disposta a poupar nenhuma empresa americana no seu esforço para reduzir a sua dependência das tecnologias americanas. “Mesmo a Apple não está imune. Na China, onde emprega centenas de milhares, se não mais de um milhão de trabalhadores”, relatou Tom Forte, analista da DA Davidson, garantindo que “deveria inspirar as empresas a diversificarem tanto a sua cadeia de abastecimento como as concentrações de clientes para serem menos dependentes da China no caso de as tensões piorarem”.




