O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, não descarta alianças com o Chega, desde que as propostas de André Ventura «respeitem sempre os princípios» dos democratas-cristãos.
«Depende do caderno de encargos, depende das nossas linhas vermelhas, depende das políticas concretas a avaliar localmente», disse em entrevista à rádio “TSF”.
O CDS, vincou, «é um partido democrata-cristão que tem valores firmes que são inegociáveis», pelo que «se a ideia é transformar o CDS num partido de protesto, que tenha um discurso de ódio, que coloque uma sociedade contra parte de si mesma, que se opte por um populismo agressivo, que semeie o medo e as fracturas sociais», o CDS «não vai para esse discurso, como é óbvio».
«Se chegarmos a uma plataforma de entendimento programática que respeite os valores fundacionais do CDS e não enverede por uma espiral populista demagógica e de um discurso populista de ódio e de fractura social, o CDS terá disponibilidade desde que respeite sempre os seus princípios», sublinhou Francisco Rodrigues dos Santos.
Questionado sobre um eventual apoio à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, disse que «CDS não está preocupado com candidaturas à direita, seja nas eleições presidenciais, seja em eleições legislativas ou autárquicas».




