O ex-Presidente da República, Anibal Cavaco Silva não vai marcar presença nas cerimónias do 25 de Abril,de acordo com informações prestadas pelo seu gabinete esta terça-feira e avançadas pela ‘SIC Notícias’.
«O professor Cavaco Silva não estará presente na sessão solene comemorativa do 25 de Abril», comunica o gabinete, não adiantando, contudo, as razões que levam Cavaco Silva a ausentar-se de uma sessão que se tornou polémica pela forma como vai decorrer em tempo de combate à epidemia do novo coronavírus.
Cavaco Silva tem 80 anos e tem cumprido as recomendações de confinamento domiciliário feitas aos maiores de 70 anos.
Esta é já a segunda falha de um ex-Presidente da República na cerimónia que marca os 46 anos do dia da Liberdade alcançado em 1974.
Também Jorge Sampaio, de 80 anos, garantiu que não ia estar presente nas celebrações «por razões de saúde, de idade e da pandemia» da Covid-19 porque «integra um grupo de risco», mas «verá a cerimónia pela televisão», explicou uma fonte próxima.
Ramalho Eanes vai, assim, ser o único ex-Presidente da República a estar estar presente nas cerimónias, «por uma questão de responsabilidade institucional», segundo o seu gabinete, que adianta ainda que o antigo chefe de Estado concorda com esta comemoração mas «discorda da modalidade utilizada» pelo parlamento e ainda não sabe se irá tomar medidas de protecção face à Covid-19.
Recorde-se que devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a Assembleia da República decidiu na quarta-feira realizar a sessão solene do 25 de Abril no próximo sábado no parlamento com um terço dos deputados (77 dos 230 parlamentares) e menos convidados, com o gabinete de Ferro Rodrigues a estimar que estejam presentes cerca de 130 pessoas (juntando funcionários do parlamento e jornalistas) contra as 700 do ano passado.
A decisão da conferência de líderes teve o apoio da maioria dos partidos: PS, PSD, BE, PCP e Verdes. O PAN defendeu o recurso à videoconferência, a Iniciativa Liberal apenas um deputado por partido, enquanto o CDS-PP – que propôs uma mensagem do Presidente da República ao país – e o Chega foram contra.
Em declarações ao jornal Público no sábado, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, assegurou que, «mais do que em qualquer outro momento, o 25 de Abril tem de ser e vai ser celebrado na Assembleia da República», acrescentando ainda que «Celebrar o 25 de Abril é dizer que não sairá desta crise qualquer alternativa antidemocrática».














