1830-1930
A maioria dos consumidores associa o conceito de um veículo funcional, fiável e consistente, movido a eletricidade, ao mundo tecnológico moderno. No entanto, o primeiro veículo desta natureza foi construído há praticamente dois séculos, em 1837, depois do inventor húngaro Ányos Jedlik ter inventado o motor elétrico em 1828.
Nessa altura houve um boom dos carros elétricos, se tivermos em conta que muito pouca gente se deslocava num meio de transporte tão caro e perigoso. Ao longo dos anos 30 a opção por um carro elétrico tornou-se bastante popular. O funcionamento mais silencioso, a menor vibração e o arranque mais fácil fez com que chegássemos a 1900 com 28% de carros elétricos nas estradas, face ao total.
Tudo mudou quando, nos anos seguintes, os motores a combustão permitiram criar veículos muito mais baratos do que os carros elétricos em circulação. Os veículos alimentados por bateria não foram capazes de competir com os baixos preços da concorrência, havendo carros a gás a ser vendidos por menos de metade do valor de um carro elétrico.
1950-1970
Mas o interesse da indústria automóvel pela solução elétrica nunca acabou verdadeiramente e, em meados do século XX, voltou em grande força devido à tomada de consciência global do aumento perigoso dos níveis de poluição. Nesses longínquos anos, o governo britânico era o que mais se evidenciava na proteção do ambiente, pondo em marcha a sua primeira Lei do Ar Limpo (Clean Air Act) em 1956.
O exemplo foi seguido pelos Estados Unidos poucos anos mais tarde, em 1963, com resultados práticos no início da década de 70. Estas novas leis obrigaram a que as nações começassem a ter mais atenção ao tipo de gases que estavam a lançar para a atmosfera. E, por isso, os carros elétricos voltaram a apresentar-se como uma solução interessante.
No entanto, a postura de muitos países alterou-se com o tempo e a indústria evoluiu, nas décadas seguintes, num sentido diferente, deixando os consumidores dependentes das opções mais fáceis, baratas e testadas: o gás e o diesel.
1990-2020
À medida que a ameaça das alterações climáticas se foi tornando cada vez mais real, a indústria começou novamente a olhar para o carro elétrico como uma solução para circular na estrada sem lesar o meio ambiente.
Para o desenvolvimento do conceito que temos hoje, contribuiu uma primeira geração de carros elétricos em 1996 que, embora cheia de boas intenções, foi à trave num mundo ainda não completamente consciente dos perigos ambientais.
A forma de introduzir carros elétricos no mercado, numa primeira abordagem, foi a criação de híbridos que utilizam dois motores um elétrico e um a combustão, com recurso a gasolina. Este tipo de carro ganhou grande aceitação no mercado e abriu caminho àquilo a que se chama EV: um veículo 100% elétrico.
No caso da Renault, o representante desta classe é o Renault ZOE, que pode ser adquirido com uma bonificação da marca de até 3.000 euros na troca por um carro antigo, ao abrigo do programa ECO Abate. Se somarmos a este valor os apoios do Estado à aquisição de um carro elétrico, também de 3.000 euros, poderá poupar 6.000 euros e tornar-se mais amigo do ambiente.



