As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, pendentes da inflação de setembro em França, Itália e Alemanha, que, caso suba mais do que o esperado, será determinante, pois o BCE poderá manter um tom mais duro por mais tempo.
Cerca das 09:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,29% para 553,90 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,27%, 0,50% e 0,21%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,10% e 0,39%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e o principal índice, o PSI, descia 0,25% para 7.960,98 pontos, depois de ter subido até ao máximo de 8.020,36 pontos em 21 de agosto.
Na Europa, o mercado está atento aos dados da inflação de França, Itália e Alemanha, e neste último país também será anunciada a taxa de desemprego de setembro e a evolução das vendas a retalho em agosto, enquanto no Reino Unido será divulgada a leitura definitiva do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, bem como a intervenção da presidente do BCE, Christine Lagarde.
Os mercados também estão cautelosos, muito atentos ao risco de encerramento do Governo dos EUA, já que hoje é o último dia do prazo para chegar a um acordo para ampliar o teto da dívida, mesmo que apenas até meados de novembro. Analistas citados pela Efe confiam que um acordo será alcançado hoje, final do exercício fiscal, como aconteceu nos últimos anos.
Os futuros de Wall Street reagem ao fim do prazo com quedas de 0,14% para o Dow Jones e de 0,21% para o Nasdaq.
O Dow Jones terminou a subir na segunda-feira 0,15% para 46.316,07 pontos, contra 46.381,54 pontos em 22 de setembro, um novo o máximo desde que o índice foi criado em 1896.
O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a avançar 0,48% para 22.591,16 pontos, contra 22.788,98 pontos em 22 de setembro, também um novo máximo de sempre.
Na Ásia, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou a cair 0,24%, enquanto a bolsa de Xangai ganhou 0,52%, a de Shenzhen 0,35% e o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong subia 1,03%, pouco antes do final da sessão.
No que diz respeito ao petróleo, o Brent, referência na Europa, cede 0,90%, para 67,36 dólares o barril, depois do anúncio do “plano de paz” entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e diante da expectativa de que a próxima reunião da OPEP+ decida um aumento da oferta em novembro superior ao estabelecido para outubro.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,702%, contra 2,707%.
No mercado de matérias-primas, o ouro por onça ‘troy’, um ativo de refúgio, estava a avançar para 3.849,89 dólares, um novo máximo de sempre.
A bitcoin, a criptomoeda mais difundida e negociada do mercado, está a cair 0,35% para 134.925,8 dólares.
O euro subia para 1,1742 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1729 dólares na segunda-feira e um novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro.














