O Benfica não perdoa o hacker Rui Pinto no processo de roubo de emails do clube, no qual o seu envolvimento está a ser investigado, exigindo saber se o processo em questão foi ou não suspenso provisoriamente, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).
A colaboração do hacker com as autoridades portugueses, nomeadamente nas investigações futebolísticas, fez com que Rui Pinto fosse libertado e os cinco processos de que era alvo fossem suspensos. Segundo a mesma publicação os advogados da SAD do Benfica enviaram um requerimento ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), a contestar essas decisões.
Os encarnados sublinham que a suspensão provisória do processo aconteceu sem que o clube concordasse, o que «implicaria a nulidade do despacho de promoção do Ministério Público, bem como do despacho judicial», assinado pelo juiz Carlos Alexandre.
Recorde-se que Rui Pinto, que entrou em Portugal em Março de 2019 e esteve preso durante cerca de um ano e meio, por alegados crimes informáticos, está agora em liberdade, depois de ter sido autorizada a suspensão do seu processo num «acordo inédito» da Justiça portuguesa, em que o hacker conseguiu ser libertado como arguido e simultâneamente como testemunha protegida.
A colaboração «essencial» de Rui Pinto foi um dos argumentos utilizados pelo director da Polícia Judiciária (PJ) e do DCIAP, para sensibilizar o tribunal que o vai julgar e amenizar a sua decisão. A informação que o hacker tem pode ser «determinante» para a Justiça, em alguns casos, desde o futebol, passando por Isabel dos Santos, até ao caso BES.
Rui Pinto começa a ser julgado a 04 de Setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.
O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de protecção de testemunhas em local não revelado e sob protecção policial, por questões de segurança.




