BCE estabelece nova meta para inflação simétrica de 2%

A nova meta da inflação a médio prazo ainda terá margem para ser ultrapassada. Esta é a primeira revisão estratégica do banco central desde 2003.

Executive Digest

O Banco Central Europeu (BCE) reviu esta quinta-feira a sua meta de inflação e subiu para 2%, admitindo ainda margem para ser ultrapassada, em períodos transitórios.

Em comunicado, o BCE avança que decidiu substituir a sua atual meta de inflação, definida como um valor “abaixo mas próximo de 2%”, por uma meta mais simples, de apenas 2%.



A entidade liderada por Christine Lagarde esclarece que o objetivo de 2% é totalmente simétrico, ou seja, que os desvios negativos e positivos da inflação face ao objetivo são igualmente “indesejáveis”.

O documento deixa também implícita a ideia de que desvios temporários para cima de 2% são toleráveis pelo BCE, tais como aqueles que se preveem que possam acontecer durante a segunda metade deste ano.

Esta é a primeira revisão estratégica do banco central desde 2003, como lembra o ‘Negócios’. Embora o processo tenha arrancado no início de 2020, foi interrompido devido à pandemia.

A autoridade monetária prometeu ainda que o aquecimento global será um dos pilares a considerar nas suas decisões políticas.

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