O Banco Central Europeu (BCE) lançou hoje uma convocatória para todos os prestadores de serviços de pagamento interessados em participar no teste-piloto para o euro digital que deverá avançar no segundo semestre de 2027.
O projeto, de acordo com a instituição, citada pela Europa Press, deverá ter a duração de 12 meses e será uma “versão beta do euro digital”, sendo usada como fins de teste e não terá curso legal.
Durante este período, serão testadas as características previstas do euro digital num ambiente controlado, com vista a validar a funcionalidade técnica, processos operacionais e a experiência geral do utilizador.
A fase de testes vai envolver funcionários dos bancos centrais participantes no Eurossistema e empresas selecionadas que prestam serviços regulares nas instalações do BCE e dos bancos centrais nacionais, como cafetarias e restaurantes.
Durante o projeto, os utilizadores selecionados vão poder efetuar pagamentos digitais em euros entre particulares — tanto ‘online’ como ‘offline’, neste caso recorrendo a NFC — e entre particulares e empresas, seja em pontos de venda físicos, seja em comércio eletrónico.
Os bancos interessados têm até 14 de maio para submeter o questionário que formaliza a disponibilidade em participar neste projeto.
As entidades selecionadas — entre 10 a 37 — deverão ser anunciadas em junho e em julho deverá arrancar a fase de desenvolvimento do piloto, cujo lançamento está previsto para a segunda metade do próximo ano.
O BCE acredita que este projeto vai permitir aperfeiçoar o ‘design’ e a experiência de utilizador do euro digital, testar a comunicação e a imagem da marca, esperando que seja feito de forma transparente.
Na terça-feira, o vice-presidente cessante Luis de Guindos, que será substituído pelo croata Boris Vujcic em junho, estimou que o euro digital esteja disponível para o setor institucional e para o público em geral em 2029.
Na ocasião, ressalvou que, com o euro digital, os europeus terão um meio de pagamento com um tratamento muito bom do ponto de vista dos custos e tornará a Europa menos dependente dos meios de pagamento americanos.








