No caso do BCP, os requisitos de capital do Pilar II passaram para 2,50% em 2022, face a 2,25% em 2021, dos quais 1,41% em rácio de capital CET 1 (face a 1,27%). Já na Caixa Geral de Depósitos é reduzido o requisito de capital de 2,25% para 2% (dos quais 1,13% em CET 1, face aos 1,27% anteriores).
No Novo Banco o requisito mantém-se nos 3% (dos quais 1,69% em CET1). O Novo Banco tem o maior requisito de capital Pilar II dos três bancos portugueses que Frankfurt supervisiona diretamente.
O BCE publicou hoje os resultados do seu processo de análise e avaliação da supervisão de 2021 dos bancos que supervisiona, os maiores da zona euro, considerando que “têm posições sólidas de capital e liquidez, com pontuação geralmente estável”.
A maioria dos bancos opera com níveis de capital acima dos estabelecidos nos requisitos e orientações em matéria de capital.
Ainda assim, na globalidade, indicou que os bancos por si supervisionados devem reforçar ligeiramente os níveis de capital em 2022.
O presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Andrea Enria, afirmou que “o impacto da pandemia na economia ainda não terminou” e os bancos devem, portanto, prestar atenção às consequências para os seus balanços e reforçar o controlo de risco e governação.
O BCE adverte que “a incerteza permanece sobre a futura trajetória e evolução da pandemia, e os problemas da cadeia de abastecimento estão a pesar sobre o comércio e a atividade económica em geral”.
Alerta igualmente os bancos para a possibilidade de ataques cibernéticos, riscos climáticos, pressões sobre a rentabilidade e possíveis consequências adversas da saída das baixas taxas de juro.
O requisito de capital Pilar II tem em conta o risco individual de cada banco e complementa os requisitos mínimos de fundos próprios (Pilar I).
Ainda assim, na globalidade, indicou que os bancos por si supervisionados mantenham um nível de capital ligeiramente superior em 2022.











