A Base das Lajes, nos Açores, está a receber vários aviões militares dos EUA, avançou esta quarta-feira a ‘CNN Portugal’ – de acordo com o canal televisivo, nas últimas horas chegaram 12 aviões reabastecedores KC-46, assim como 400 militares, para apoiar a deslocação de vários caças F-35 e F-36 que se destinam ao Médio Oriente.
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Recorde-se que Donald Trump ameaçou esta terça-feira o Irão, sublinhando “as consequências de não se chegar a um acordo”, antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.
“Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil”, disse na segunda-feira o líder americano aos jornalistas.
A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, “em vez de enviar” bombardeiros B-2 dos EUA “para destruir o seu potencial nuclear”.
“Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo… Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo”, disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.
A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.
Omã acolheu a primeira ronda de conversações indiretas entre os EUA e o Irão a 6 de fevereiro.
Conversações semelhantes ocorreram no ano passado entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano e fracassaram, depois de Israel ter lançado o que se tornou numa guerra de 12 dias contra o Irão, que incluiu o bombardeamento de instalações nucleares iranianas pelos EUA.
Entretanto, enquanto Trump ordenava o envio de um porta-aviões adicional para a região, o Irão lançou na segunda-feira um segundo exercício naval em semanas, informou a televisão estatal iraniana e disse que o exercício testaria as capacidades de inteligência e operacionais do país no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
O Irão anunciou que a Guarda Revolucionária paramilitar começou o exercício em vias navegáveis, que são rotas cruciais para o comércio internacional, através das quais passa 20% do petróleo mundial.
Esta é a segunda vez nas últimas semanas que marinheiros recebem avisos sobre um exercício de fogo real iraniano. Durante o exercício anterior, anunciado no final de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um aviso firme ao Irão e à Guarda Revolucionária.
A administração Trump procura um acordo para limitar o programa nuclear do Irão e garantir que este não desenvolva armas nucleares.
No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, indicou que Teerão poderá estar aberto a compromissos na questão nuclear, mas procura um alívio das sanções internacionais lideradas pelos Estados Unidos.












