O espanhol Bankinter chegou a acordo para a aquisição de 100% da Tulp Hypotheken Holding, uma plataforma dos Países Baixos especializada em intermediação e financiamento hipotecário, segundo um comunicado.
O grupo, que também está presente em Portugal, indicou que, com esta operação, “alargou a sua presença geográfica ao entrar no mercado neerlandês”, avançando no seu “desenvolvimento internacional, num domínio em que o Bankinter possui uma vasta experiência, como é o caso do negócio hipotecário”.
De acordo com a instituição financeira, o investimento está “em linha com a estratégia de desenvolvimento internacional do banco e reflete a sua política ativa de alocação de capital”, que tem como objetivo “impulsionar o crescimento através de investimentos seletivos e de uma utilização eficiente dos recursos”.
Com esta operação, ainda sujeita à “obtenção das respetivas autorizações regulatórias”, o Bankinter alargou “a sua presença internacional a um quinto país e reforça a sua trajetória de crescimento fora de Espanha”.
O Bankinter explicou que a Tulp Group opera com “um modelo que envolve vários financiadores e produtos”, tendo uma atividade que “abrange toda a cadeia de valor”.
Segundo o Bankinter, isto significa que “liga financiadores e investidores aos clientes finais através de uma rede de distribuição e de uma plataforma operacional própria, gerindo todo o processo hipotecário do início ao fim”.
O banco espanhol, que não divulgou o valor da operação, disse que o grupo dos Países Baixos tem demonstrado “um crescimento sustentado e rentabilidade na sua atividade nos últimos anos, com um aumento progressivo dos volumes de originação e da carteira gerida para terceiros”.
Segundo o Bankinter, a Tulp origina atualmente “volumes de financiamento na ordem dos mil milhões de euros por ano, o que reflete a escala da sua atividade no mercado neerlandês” e gere uma carteira acumulada de vários milhares de milhões de euros em hipotecas para terceiros.
“A Tulp Group continuará a operar com total normalidade, mantendo o seu modelo de negócio, o seu posicionamento no mercado e a relação habitual com clientes e fornecedores. A equipa de direção continuará a liderar a gestão diária, com total autonomia operacional”, indicou ainda o Bankinter.








