O bacalhau que chega à mesa dos portugueses há largos séculos corre risco de extinção. O alerta vem de um relatório do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES), avança o jornal britânico “The Guardian”.
O relatório do ICES, actualmente a ser validado por auditores independentes, revela que os stocks caíram drasticamente ano passado, acrescentando que a captura de bacalhau em número superior poderá apressar a extinção da espécie no Mar do Norte.
Para que a espécie não seja prejudicada, a pesca de bacalhau naquela zona deveria ser reduzida para dois terços (63%), de acordo com a ICES, a mais antiga organização não governamental do mundo. No ano passado, a recomendação da ICES era já para reduzir a pesca de bacalhau em mais de metade (47%).
Em 2018, esperava-se que a quantidade pescada atingisse acima de 180 mil toneladas. No entanto, a quota ficou muito abaixo, pelo que este ano prevê-se que venha a cair para 81 mil toneladas.
No fim do mês, os pescadores saberão se podem manter os seus crachás de sustentabilidade do Marine Stewardship Council (MSC), atribuídos em 2017, ou se estes ficam suspensos a partir de Outubro. A confirmar-se, pode levar ao desaparecimento do bacalhau do Mar do Norte nas prateleiras dos supermercados no próximo ano, sobretudo no Reino Unido, escreve o “The Guardian”.




