E-goi reúne 70 líderes digitais em evento que consolida aposta na comunidade e transformação do sector.
A quarta edição do Business Connection Lisboa, organizada pela E-goi a 13 de Novembro, reuniu cerca de 70 líderes de e-commerce, tecnologia e retalho no Ferroviário Bar Terraço, num encontro que se assume cada vez mais como ponto de referência para quem actua na transformação digital. O evento, que já teve edições anteriores em Lisboa, Matosinhos e São Paulo, teve como propósito aproximar profissionais, estimular a partilha de experiências e gerar oportunidades de negócio num ambiente descontraído e inspirador, reunindo perfis de direcção e gestão de várias marcas relevantes do ecossistema digital.
Durante a noite, temas como inteligência artificial, omnichannel, performance em e-commerce e experiência do cliente estiveram no centro das conversas, demonstrando o interesse crescente do mercado em soluções que unificam tecnologia, dados e estratégia. Mais do que um evento social, o Business Connection reflecte o compromisso da E-goi em promover comunidade e criar ligações que aceleram o crescimento do sector, numa altura em que a coordenação entre diferentes áreas das organizações se torna cada vez mais determinante para o sucesso das estratégias digitais.
A empresa, que começou por ser conhecida sobretudo pelo email marketing, posiciona-se hoje como uma plataforma omnichannel com inteligência artificial e consultoria estratégica, construída para integrar toda a experiência de marketing num único motor de crescimento. Miguel Gonçalves, CEO da E-goi, explica que a plataforma evoluiu para ajudar marcas B2C a unificar dados, canais e automações num só ecossistema, incluindo não só email, mas também WhatsApp, SMS, push notifications, automação avançada, mensagens transaccionais, experiências phygital, CDP e funis completos de captação a conversão.
«A E-goi não é apenas uma ferramenta, é um parceiro que transforma caos operacional em experiências conectadas e mensuráveis», sublinha o responsável, referindo que a empresa oferece, para além da tecnologia, acompanhamento humano especializado que assegura implementação rápida, ROI e continuidade estratégica. A visão passa por criar um futuro onde os profissionais de marketing têm “superpoderes”, usando a inteligência artificial com contexto, ferramentas integradas e uma visão única do cliente para comunicar com precisão, respeito e relevância.
AUTOMAÇÃO COMO PONTE ENTRE EQUIPAS E CANAIS
A automação tem um papel decisivo na eliminação da fragmentação entre marketing, vendas e a experiência do cliente, porque transforma actividades isoladas em processos contínuos e orientados por dados, defende Miguel Gonçalves. Em vez de cada equipa actuar com base em plataformas diferentes e informação incompleta, a automação reúne todos os pontos de contacto num único ecossistema e garante que as mesmas informações alimentam campanhas, fluxos comerciais e acções de suporte.
Quando isto acontece, cada equipa trabalha com contexto. Um lead que chega por WhatsApp, exemplifica o CEO, é automaticamente qualificado, integrado no CRM, acompanhado por um fluxo de nurturing e, se converter, pode receber comunicações transaccionais e de fidelização sem recortes. Para o cliente, a marca parece uma só, independentemente do canal ou equipa que responde.
«Automação não é apenas escala. É coordenação. É a base que permite que marketing, vendas e suporte trabalhem alinhados com um único objectivo: crescer através de experiências integradas e relevantes», resume Miguel Gonçalves. O responsável acrescenta que esta coordenação se traduz em previsibilidade comercial e numa experiência de cliente mais fluida, consistente e personalizada.
Os dados são hoje o ponto de partida para qualquer estratégia de marketing eficaz, mas o verdadeiro aspecto diferenciador já não está apenas em recolher informação; está em transformar esses dados em contexto accionável, capaz de melhorar a relevância da comunicação, aumentar conversão e fortalecer a relação com o cliente, explica o CEO da E-goi. A plataforma integra dados comportamentais, transaccionais e de interacção em múltiplos canais, criando uma visão unificada do cliente. Com essa base, a segmentação deixa de ser apenas um conjunto de listas ou filtros, e passa a ser dinâmica, contextual e orientada por eventos do próprio comportamento da audiência.
As marcas conseguem activar campanhas em tempo real, ajustar mensagens com base no momento certo, personalizar comunicações de forma responsável e medir claramente o efeito de cada interacção no funil de vendas. A empresa combina tecnologia com acompanhamento humano especializado, garantindo que a estratégia de dados é aplicada com foco no negócio. Dados e segmentação inteligente servem para tomar decisões mais acertadas, reduzir desperdício de investimento e criar experiências que fazem cada cliente sentir que a marca está a falar com ele, e não para ele, sublinha o responsável.
Num contexto em que o consumidor valoriza simultaneamente a personalização e a privacidade, o equilíbrio começa com um princípio simples, defende o CEO: o cliente deve sentir que está no controlo. A personalização só cria valor quando é feita com transparência, consentimento claro e um propósito que o utilizador reconhece como legítimo. Na E-goi, a plataforma foi construída para operar num modelo de dados consentido, onde cada contacto sabe porque está a receber determinada comunicação, pode gerir preferências facilmente e tem total autonomia para revogar permissões.
A empresa defende uma personalização responsável. «Não se trata de recolher o máximo de dados possível, mas sim os dados certos, para criar experiências relevantes sem ultrapassar limites éticos», explica Miguel Gonçalves. O responsável acredita que o futuro do marketing não é escolher entre personalizar ou respeitar a privacidade, mas provar que ambos podem coexistir quando as marcas tratam dados com respeito e quando as pessoas reconhecem valor real no que recebem.
Para empresas que ainda estão a iniciar a sua transformação digital, a E-goi lançou o Plano 5001, uma solução completa, alinhada com RGPD e LGPD, pensada para empreendedores e pequenas empresas que precisam de começar a comunicar de forma profissional sem custos de entrada. Com este plano é possível desenvolver campanhas personalizadas, criar landing pages, automatizar interacções, integrar ferramentas externas e gerir redes sociais num único ambiente, acompanhado por um assistente de inteligência artificial. À medida que o negócio cresce, a plataforma evolui com ele, permitindo adicionar canais, automações mais complexas e consultoria especializada.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PREDITIVA E EFICIÊNCIA OPERACIONAL
O marketing automatizado está a entrar numa nova fase, marcada pela inteligência artificial, pela integração real entre canais e pela capacidade de tomar decisões em tempo real com base em dados, considera o CEO da E-goi. Mas a tecnologia só cria valor quando capacita pessoas. A empresa acredita que o futuro não passa por substituir marketeers, mas por transformá-los em profissionais com superpoderes, capazes de criar experiências mais relevantes e humanas com o apoio da inteligência artificial.
Na E-goi, o investimento está sobretudo concentrado em inteligência artificial preditiva. Em vez de apenas ajudar a produzir conteúdos, a empresa quer ajudar as marcas a antecipar comportamentos, prever churn, identificar o próximo melhor produto ou canal e optimizar tempos de envio com base no padrão individual de cada consumidor. «Isto permite decisões mais informadas, menos desperdício de investimento e uma experiência mais personalizada e responsável», explica Miguel Gonçalves.
Outra tendência importante é a integração entre mundos físico e digital. O consumidor já não distingue canais e espera continuidade em qualquer ponto de contacto, seja online, em loja ou num canal de mensagens. A empresa está a preparar a plataforma para suportar essa visão omnichannel de forma simples, combinando dados, automação e consultoria especializada. «Acreditamos que o futuro do marketing será cada vez mais inteligente, mas também mais humano. O nosso papel é garantir que as marcas têm ambos», sublinha o CEO.
A plataforma contribui para a eficiência operacional ao centralizar toda a comunicação com o cliente num único ecossistema. Em vez de várias ferramentas desconectadas, com equipas a duplicar trabalho e dados dispersos, a plataforma integra canais, automações, reporting e gestão da jornada num só lugar. Isto reduz custos tecnológicos, simplifica processos e permite escalar operações com a mesma estrutura. A automação de actividades repetitivas permite que as equipas fiquem mais focadas em tarefas estratégicas que realmente geram receita.
A inteligência artificial que a empresa está a implementar permite optimizar decisões de marketing. Saber qual a melhor audiência, o melhor canal e o melhor momento para comunicar reduz desperdício de investimento e melhora resultados comerciais. «A E-goi ajuda as empresas a fazer mais com menos. Menos dispersão tecnológica, menos esforço manual, menos custo de aquisição e maior retorno em cada interacção com o cliente», resume o responsável.
A automação de marketing transforma operações de comunicação em processos contínuos, previsíveis e orientados para valor. Na captação de clientes, permite activar leads no momento certo e com mensagens relevantes, o que aumenta taxas de conversão e reduz o custo de aquisição. Na retenção, o impacto é ainda mais claro. Com dados e inteligência preditiva, consegue-se identificar sinais de churn, antecipar necessidades e activar acções de recuperação ou fidelização antes de perder o cliente. Esta abordagem prolonga o ciclo de vida e aumenta o valor médio por cliente.
Num contexto de forte pressão sobre os orçamentos de comunicação, a integração de canais numa única plataforma permite reduzir custos porque elimina redundância tecnológica e centraliza dados, automações e reporting num só ambiente. Quando os canais estão conectados, as decisões são orientadas por dados. A marca sabe qual o canal que funciona melhor para cada segmento, qual o momento ideal para comunicar e quanto cada interacção contribui para receita ou retenção. Esse nível de precisão aumenta o retorno sobre o investimento, porque reduz dispersão e concentra recursos nas iniciativas que realmente geram resultado.
A transformação digital não é apenas tecnológica, é organizacional, defende o CEO da E-goi. Requer que marketing, vendas, operações e atendimento trabalhem com os mesmos dados e uma visão unificada do cliente. A E-goi actua como esse ponto de ligação ao centralizar interacções de vários canais e disponibilizar essa informação de forma accionável para todas as equipas. Com automações partilhadas, dados unificados e integrações com CRM, POS e e-commerce, cada equipa deixa de trabalhar isolada e passa a contribuir para a mesma jornada do cliente.
As empresas que mais beneficiam das soluções da E-goi são aquelas que têm grandes audiências, múltiplos pontos de contacto e uma necessidade constante de comunicar de forma relevante e integrada, explica Miguel Gonçalves. É o caso de retalho com várias lojas físicas, marcas de e-commerce de média e grande escala, telecom e utilities, serviços financeiros e media. O retalho omnichannel é um bom exemplo: quando uma marca opera com loja física, e-commerce e programas de fidelização, a capacidade de unificar dados, prever a próxima melhor compra ou identificar risco de churn pode gerar crescimento, tanto no digital como presencial.
Além da tecnologia, as empresas com melhores resultados têm algumas práticas em comum: trabalham com equipas de marketing estruturadas, têm processos orientados a dados, utilizam múltiplos canais de forma coordenada e medem impacto comercial e não apenas métricas de envio. Outro favtor importante, conclui Miguel Gonçalves, é «combinar automação com acompanhamento humano, garantindo que tecnologia e estratégia evoluem juntas».
Este artigo faz parte da edição de Dezembro (n.º 237) da Executive Digest.














