Ao contrário do que ocorreu no ano passado, o aumento extra das pensões deverá avançar apenas a meio deste ano, à semelhança do que se passou em 2017 e 2018, segundo apurou o “Jornal de Negócios” junto de duas fontes governamentais.
O aumento extraordinário deste ano implica uma despesa muito superior face aos anos anteriores porque agora a inflação está muito baixa, traduzindo-se numa actualização automática menor, explica o jornal. Sendo esta menor, o complemento necessário para elevar os aumentos a 10 e seis euros tem de ser muito maior. Para conter o agravamento da despesa, o Governo quer atrasar para Agosto a chegada do aumento extra ao bolso dos reformados. Se for assim, representará uma despesa sensivelmente idêntica à de 2019, que segundo o orçamento foi de 140 milhões de euros.
Recorde-se que para reforçar as actualizações que resultam da fórmula legal (baseada no crescimento do Produto Interno Bruto e na inflação), o executivo avança com um aumento extraordinário que eleva a 10 euros as pensões até 1,5 Indexantes de Apoios Sociais (658 euros), com excepção das pensões não contributivas que foram sendo actualizadas durante o Governo de Pedro Passos Passos Coelho que terão um aumento de apenas seis euros.




