Por Fernando Oliveira, Responsável de Advisory da DFK & Associados
A cibersegurança é um desafio cada vez mais relevante para a “economia real”. À medida que a tecnologia continua a avançar e as empresas se tornam cada vez mais dependentes de sistemas de informação e comunicação, os riscos associados aos ataques cibernéticos aumentam.
A tecnologia avança mais rapidamente que o próprio negócio. E é na utilização cuidada de todos os meios que as empresas têm ao seu alcance, que se torna necessário às empresas estarem conscientes e preparadas de que as ações tanto tomadas ao nível da instituição como as ações ditas pessoais podem colocar em risco a segurança da empresa.
O que podem então fazer as empresas? A tomada de consciência dos riscos é o ponto de partida para alertar, prevenir e gerir. Mas não basta estar atento: os primeiros passos envolvem um mapeamento destes riscos e uma clara definição de medidas de mitigação, a par da adoção de medidas preventivas nos seus sistemas, investindo em tecnologias de segurança robustas, atualizando regularmente os seus softwares e transmitindo aos seus colaboradores a informação mais recente e adequada. Parecem passos simples, mas muitas organizações ainda não os deram, e a proteção associada a estas medidas já faz toda a diferença
Desta forma, destaco de forma esquemática os principais riscos ao nível da cibersegurança:
- Roubo de Dados
As organizações em todos os setores lidam com grandes volumes de dados sensíveis, como informações financeiras, informações do cliente e propriedade intelectual. Os hackers estão constantemente a explorar vulnerabilidades para roubar dados e usá-los para ganhos financeiros ilícitos ou para prejudicar a reputação das empresas.
- Evolução das Ameaças dos Hackers
Os hackers estão em constante evolução, desenvolvendo novas técnicas e táticas para contornar as medidas de segurança. A capacidade de adaptação dos atacantes torna difícil para as organizações manterem-se à frente das ameaças.
- Ameaças Internas
Nem todos os ataques são realizados por hackers externos. As organizações também enfrentam o desafio de proteger seus sistemas contra ameaças internas, como colaboradores mal-intencionados que podem comprometer a segurança dos sistemas.
- Volume crescente de dados
Com o aumento exponencial da quantidade de dados gerados e armazenados pelas organizações, a sua proteção torna-se cada vez mais desafiadora.
Lidar com grandes volumes de dados pessoais e empresariais requer medidas robustas de segurança, desde o processamento ao armazenamento.
- Internet das Coisas (IoT)
A proliferação de dispositivos conectados à internet, como eletrodomésticos inteligentes, câmaras de segurança, automóveis conectados, apresentam um novo conjunto de desafios de cibersegurança.
Esses dispositivos muitas vezes têm vulnerabilidades de segurança, por estarem ligados a diversas aplicações e poderem ser explorados por hackers para aceder a redes corporativas.6. Complexidade tecnológica
As organizações utilizam uma variedade de tecnologias e plataformas, desde o processamento e armazenamento em nuvem, a transmissão de dados, a inteligência artificial à Internet das Coisas. Essa complexidade torna mais desafiante garantir uma segurança consistente na infraestrutura, pois cada componente pode apresentar vulnerabilidades e exigir medidas de proteção específicas.
- Conformidade Regulatória
À medida que a conscientização sobre a importância da cibersegurança aumenta, vão sendo implementadas regulamentações mais rígidas para proteger os dados pessoais e garantir a segurança informática das empresas. As empresas enfrentam o desafio de cumprir essas regulamentações, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).
- Profissionais Qualificados
O aumento da procura de especialistas em cibersegurança, provoca uma escassez de profissionais qualificados nessa área, facto que torna difícil para as empresas contratar e reter talentos para proteger seus sistemas contra-ataques.
- Formação
Embora as tecnologias desempenhem um papel importante na segurança cibernética, os colaboradores também são um fator crítico. A falta de formação e conscientização dos colaboradores sobre boas práticas de segurança, como senhas fortes, deteção de phishing e uso seguro da Internet, pode expor as organizações a riscos. Além disso, as falhas de segurança também podem ocorrer devido a erros humanos, como configurações inadequadas ou descuido na proteção dos dados.




