2026. Acima de tudo, transformação, num ano desafiante, marcado por imprevisibilidade e rápidas mudanças no cenário global e que exige dinamismo de todos. Neste ambiente, a confiança será uma ferramenta decisiva para permitir o progresso e a evolução de Portugal. Para compreender os principais desafios e metas que Portugal enfrentará nos próximos meses, a Executive Digest ouviu vários líderes de empresas e instituições nacionais.
Nesse sentido, ficaremos a conhecer o que o ministro Adjunto e da Reforma do Estado antecipa para um ano que exige, com responsabilidade, decisão, execução, equilíbrios delicados, optimismo e esperança (com cheiro a pólvora) e ambição colectiva.
- Quais os maiores desafios e alterações que o seu sector e empresa, em particular, pode enfrentar em 2026?
- Que impacto terá o actual quadro geopolítico no seu sector?
- Alguma oportunidade que a sua empresa/ sector não pode perder em 2026?
- Uma palavra que possa definir 2026.
Em 2026, Portugal sabe algo que durante demasiado tempo foi ignorado: as reformas que mudam verdadeiramente um país e a vida dos seus cidadãos não se fazem em sobressalto, nem por reação a crises. Fazem-se com tempo, com visão e com coragem política. Reformas profundas exigem estabilidade, confiança e um compromisso claro com o futuro. É nos momentos de crescimento económico e paz social que um país responsável escolhe reformar.
Foi essa escolha que este Governo fez. Assumiu, sem ambiguidades, uma marca reformista e uma ambição clara: fazer Portugal crescer, melhorar a vida concreta das pessoas e construir um Estado mais simples, mais eficiente e mais próximo. Um Estado que coloca cidadãos e empresas no centro da ação pública. Um Estado que serve – não que trava.
A Agenda Transformadora apresentada ao país traduziu essa visão em decisões: um sistema fiscal mais competitivo, reformas equilibradas da legislação laboral e uma aposta firme na reforma do Estado. Portugal tem tudo para vencer – talento, jovens altamente qualificados, empresas inovadoras e abertas ao mundo. O maior bloqueio nunca foi a falta de capacidade, mas sim o excesso de burocracia, a imprevisibilidade das decisões e um Estado demasiado lento para acompanhar quem quer investir, trabalhar e inovar.
Reformar o Estado significa enfrentar desafios difíceis: estruturas fragmentadas, procedimentos excessivamente formalistas, resistência à mudança e uma cultura administrativa que confunde controlo com paralisia. A estes juntam-se pressões demográficas, escassez de competências digitais e a exigência legítima de prestar melhores serviços públicos com recursos limitados. Governar foi escolher enfrentar esses obstáculos – e não escondê-los.
A tecnologia tornou-se uma aliada decisiva. A inteligência artificial está a redefinir a forma como governamos, decidimos e servimos. Da deteção de fraude ao licenciamento inteligente (LicencIA), dos serviços ao cidadão ao funcionamento diário da Administração Pública, a IA abriu um novo mundo de possibilidades. O compromisso é claro: alcançar 100% de serviços públicos digitais até 2030.
Mas este Governo nunca confundiu inovação com improviso. Sabemos que o maior desafio não é tecnológico – é a confiança. Sem confiança dos cidadãos, não há transformação digital possível. Por isso, apostámos numa inteligência artificial ética, responsável e transparente, assente em regras claras, decisões previsíveis e numa profunda simplificação administrativa.
Em 2026, estamos a rever os grandes códigos administrativos, a tornar o deferimento tácito a regra, a simplificar a contratação pública e a acelerar o licenciamento. Cada formulário eliminado é tempo devolvido às pessoas. Cada burocracia removida é um projeto que avança. Cada decisão clara é confiança que se constrói.
O Estado do futuro atua com precisão, proporcionalidade e transparência. É na convergência entre simplificação e digitalização que transformamos ambição em competitividade, burocracia em confiança e crescimento em valor acrescentado, inovação e emprego qualificado.
O futuro não espera. Portugal também não. Com liderança política, reformas estruturais e uma inteligência artificial ao serviço das pessoas, estamos a transformar o Estado – e a afirmar a confiança de um país que escolhe, com coragem, o seu próprio futuro.








