António Costa saiu de São Bento cerca de 10 minutos antes das 17h00 desta terça-feira, seguindo em direção ao Palácio de Belém, onde chegou pelas 17h05, para se reunir com o presidente da República e discutir a polémica que envolve o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o adjunto demitido deste, Frederico Pinheiro, que terá levado computadores do Estado com informações sensíveis, e o que levou à ativação do SIS para recuperar os aparelhos.
Antes, António Costa tinha estado reunido em S. Bento com o núcleo duro de ministros do Executivo socialista, incluindo Pedro Adão e Silva (ministro da Cultura), Fernando Medina (ministro das Finanças), Mariana Vieira da Silva (ministra da Presidência) e Duarte Cordeiro (ministro do Ambiente).
Esta reunião seguiu-se a uma conversa de uma hora e meia entre Costa e o ministro das Infraestruturas, João Galamba, na manhã desta terça-feira.
Será após este encontro com Marcelo que António Costa deverá anunciar se demite ou segura João Galamba na pasta das Infraestruturas.
Recorde-se que, segundo do Expresso o Presidente da República falou com o primeiro-ministro por telefone, no sábado, onde manifestou reservas sobre o que se passou no Ministério das Infraestruturas – incluindo o recurso ao SIS para reaver o computador levado por Frederico Pinheiro.
Marcelo considera que esta situação coloca em causa a credibilidade do Estado e, por isso, espera que João Galamba seja afastado do cargo, para o qual foi nomeado em janeiro. António Costa saiu de São Bento cerca de 10 minutos antes das 17h00 desta terça-feira, seguindo em direção ao Palácio de Belém, onde vai reunir-se com o presidente da República para discutir a polémica que envolve o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o adjunto demitido deste, Frederico Pinheiro, que terá levado computadores do Estado com informações sensíveis, e o que levou à ativação do SIS para recuperar os aparelhos.
António Costa comentou pela primeira vez o caso ontem, e considerou que o que se passou “nem a título de exceção é admissível” e que não é o padrão nem a regra de funcionamento de nenhum Governo.
Em entrevista na RTP3, o primeiro-ministro acrescentou no entanto que não falava do comportamento de João Galamba “porque é obviamente legítimo que um ministro demita um colaborador em quem perdeu confiança”.
“É muito claro para mim que o ministro não escondeu nem pretendeu esconder qualquer documento da comissão parlamentar de inquérito (sobre a TAP) e entregou à comissão parlamentar de inquérito os documentos que estavam em causa. Acho normal que, perante o roubo de um computador que tem documentos classificados, haja um alerta e que as autoridades atuem em conformidade”, disse António Costa.
O chefe do Governo garantiu que não foi informado do envolvimento do SIS na recuperação do computador e que ninguém do Governo deu ordens aos serviços de informação para fazerem o que quer que fosse.
Na segunda-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, classificou como uma matéria sensível de Estado a troca de acusações entre João Galamba e o seu antigo adjunto Frederico Pinheiro.
Nos últimos dias, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a comentar factos relativo ao episódio de violência dentro do Ministério da Infraestruturas, sobre a intervenção do SIS neste caso e, ainda, no que se refere às contradições entre a versão de João Galamba e do seu ex-assessor, que acusa o ministro de ter tentado esconder documentos da Comissão de Inquérito da TAP.
*Com Lusa




