Alterações ao Código do Trabalho vão hoje a discussão no Parlamento

Realiza-se hoje no Parlamento português uma sessão plenária onde os partidos vão apresentar propostas de alteração no âmbito da Agenda do Trabalho Digno.

André Manuel Mendes

Depois de um processo extenso que não encontrou consenso na Concertação Social, realiza-se hoje no Parlamento português uma sessão plenária onde os partidos vão apresentar propostas de alteração ao Código do Trabalho no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno.

Apesar dessa falta de consenso, o Governo conseguiu aprovar o a proposta de lei que procede às alterações à legislação laboral, que vai esta sexta a debate no Parlamento. O prazo constitucional para consulta pública só termina a 22 de julho.

Destacam-se da versão original do documento que persistiram até agora, alterações ao Código do Trabalho como a

Da versão original da proposta de alteração ao Código do Trabalho, o Governo preservou propostas como a redução do número máximo de renovações dos contratos de trabalho temporário de seis para quatro contratos, a obrigatoriedade de integração dos trabalhadores temporários na empresa  quando tenham sido cedidos por empresas de trabalho temporário não licenciadas, ou a impossibilidade de contratos sucessivos de utilização em empresas do mesmo grupo. Será também discutida outra proposta de relevo, como é o caso da que contempla um valor da compensação de 24 dias de salário por ano de trabalho a receber pelo trabalhador , quando atualmente são 18.

Paralelamente os partidos com assento parlamentar irão apresentar um  total de 17 projetos de lei com diversas propostas de alteração de legislação laboral, como por exemplo a reposição dos valores de pagamento do trabalho suplementar, para todos os trabalhadores (PCP), reforço dos mecanismos de combate ao trabalho forçado e a outras formas de exploração laboral (BE), o estabelecimento de 7 horas por dia e as 35 horas por semana como o máximo do período normal de trabalho em Portugal (Livre), ou ainda o reforço de medidas de proteção na parentalidade (PAN).

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A sessão terá início a partir das 10 horas na Assembleia da República.

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