Alerta global: Lactalis, Nestlé e Danone retiram leite em pó para bebés por toxina perigosa

Alerta afetou produtos distribuídos globalmente, incluindo mercados da União Europeia e Portugal

Executive Digest
Janeiro 22, 2026
16:33

Três dos maiores grupos lácteos do mundo, Lactalis, Nestlé e Danone, foram obrigados a recolher lotes de leite em pó para bebés após detetarem a presença de cereulida, uma toxina capaz de causar vómitos, diarreia e cólicas abdominais. O .alerta afetou produtos distribuídos globalmente, em particular Austrália, Chile, China, Colômbia, Congo, República Checa, Equador, França, Geórgia, Grécia, Kuwait, Madagáscar, México, Mónaco, Espanha, Peru, Taiwan e Usbequistão.

Segundo a ‘Euronews’, a origem da contaminação foi identificada num fornecedor chinês de óleo de ARA (ácido araquidónico), um ingrediente essencial nas fórmulas de gama alta. A Lactalis anunciou a recolha de seis lotes da marca Picot, distribuídos por 18 países, com produtos à venda desde janeiro de 2025 e validade até março de 2027.

Em comunicado, a Lactalis referiu que, paralelamente ao alerta, realizou testes em laboratório independente e sublinhou que não foram recebidas queixas ou relatos de problemas de saúde relacionados com os produtos até ao momento.

Danone limita recolha a um lote

A Danone realizou uma recolha menor, bloqueando apenas um lote produzido na Tailândia, a pedido da Agência Alimentar de Singapura, antes de chegar ao mercado. A empresa reforçou que todos os seus produtos passam por rigorosos testes de segurança alimentar, sem qualquer desvio identificado relacionado com o Bacillus cereus.

Nestlé sob pressão pela transparência

A Nestlé foi a primeira a anunciar a recolha de leite em pó para bebés em mais de 60 países, abrangendo marcas como SMA, Beba, Guigoz e Alfamino. A empresa afirmou que a segurança alimentar é uma prioridade e que o processo de recolha é conduzido com informação clara e apoio a pais e cuidadores.

No entanto, grupos de defesa do consumidor questionaram a transparência da Nestlé. A foodwatch Países Baixos denunciou atrasos na comunicação pública: a empresa confirmou a contaminação em dezembro de 2025, mas a recolha só começou oficialmente em janeiro de 2026. Nicole van Gemert, diretora da organização, questionou a divulgação fragmentada de informação e a falta de rastreabilidade imediata.

Apesar das preocupações, a Nestlé garantiu que não foram confirmadas doenças associadas aos produtos afetados até à data.

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