Aldeia suíça evacuada devido a risco de deslizamento de rocha gigante

As autoridades suíças ordenaram a evacuação total da vila de Brienz até sexta-feira à noite. Em causa está a ameaça de uma massa de dois metros cúbicos de rocha alpina, em risco de colapsar e cair em cima da localidade.

Pedro Gonçalves

As autoridades suíças ordenaram a evacuação total da vila de Brienz até sexta-feira à noite. Em causa está a ameaça de uma massa de dois metros cúbicos de rocha alpina, em risco de colapsar e cair em cima da localidade.

De acordo com o que a autarquia local explicou esta terça-feira à noite, os residentes terão até às 18h00 de sexta-feira para abandonar as casas, mas poderão regressar temporariamente à localidade a partir de sábado, para irem buscar alguns bens, apesar de não poderem voltar a passar a noite nas habitações.



As autoridades adiantam, segundo o The Guardian, que os dados extraídos indicam “uma forte aceleração numa grande área” nos últimos dias e que “até dois metros cúbicos de material rochoso vai colapsar e cair ou deslizar nos próximos sete a 24 dias”.

A vila centenária situa-se a uma altitude de 1150 metros e tem atualmente perto de 100 habitantes. É conhecida por se mover alguns centímetros por ano, arrastada pelo deslizamento de terras nas encostas da montanha. Os locais dizem que a elevação e as rochas que a compõem estão a ‘mover-se’ desde a Idade do Gelo. Mas este movimento tem estado a acelerar nos últimos 20 anos e, atualmente a vila já é arrastada cerca de um metro por ano. As avaliações geológicas feitas apuraram que a situação é precária e perigosa.

Segundo Christian Gartmann, membro do conselho de crise da cidade de Albula, que abrange Brienz no seu município, foi o degelo dos glaciares que afetou a resistência daquela formação rochosa, ao longo de milénios. O degelo causado pelas alterações climáticas originadas por ação humana não foi um contributo, assegura o responsável.

Ainda foram estudadas outras opções, como uma explosão controlada na encosta, para causar propositadamente um deslizamento, ou erguer uma enorme pilha de areia ou um muro que bloqueasse a queda de rochas. Todas se revelaram ou muito perigosas, ou impraticáveis.

Quanto aos habitantes forçados a abandonar a vila, estão a viver com família ou amigos, sendo que os responsáveis locais adiantam que receberam várias ofertas de residentes em localidades vizinhas, disponíveis para receber temporariamente quem não pode voltar para casa.

Os animais terão de ser, segundo as autoridades, deixados para trás. “O gado existentes em duas quintas vai, para já, permanecer nos estábulos”, adiantou o município local.

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