Covid-19: Itália apela a novas restrições nas chegadas de países fora da UE

O Governo de Itália apelou, esta quarta-feira, que sejam implementadas novas medidas restritivas para os passageiros que chegam vindos de países de fora do bloco.

Simone Silva

O Governo de Itália apelou, esta quarta-feira, que sejam implementadas novas medidas restritivas para os passageiros vindos de países de fora do bloco da União Europeia (UE), com o objectivo de conter a propagação do novo coronavírus, avança a agência ‘Reuters’.

«Considero adequado que sejam delineadas novas medidas rigorosas de prevenção para chegadas de zonas não pertencentes ao espaço Schengen nem à UE», afirmou o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, numa carta destinada à comissária de saúde da UE, Stella Kyriakides e também ao ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn.

Também com o propósito de evitar que a Covid-19 se propague, o país decidiu ainda suspender todos os voos do Bangladesh, durante cerca de uma semana devido a um «número significativo» de passageiros que testaram positivo para a doença viral num voo com destino a Roma, na segunda-feira.

De recordar que também ontem, Speranza, sugeriu forçar o internamento aos pacientes que recusem o tratamento hospitalar contra a Covid-19, numa altura em que o país enfrenta vários surtos do novo coronavírus.

Esta possível mudança para hospitalizações forçadas surge numa altura em que a região de Veneto registou um ressurgimento de infecções da Covid-19, desencadeado por um homem que desenvolveu sintomas depois de regressar de uma viagem de negócios à Sérvia e recusou tratamento hospitalar.

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«Estou a avaliar com o departamento jurídico a hipótese do internamento hospitalar obrigatório nos casos em que uma pessoa deve ser tratada, mas se recusa», disse na segunda-feira o ministro da saúde italiano. «Ao mesmo tempo, tenho uma visão positiva da forma como os italianos se comportaram durante esta crise, visto que sem esta harmonia fundamental, não teríamos conseguido achatar a curva» de infecção.

O responsável alertou ainda, na mesma ocasião, que as pessoas com Covid-19 que violarem as regras de isolamento, podem ser punidas com pena de prisão e que a medida de quarentena de 14 dias para pessoas que chegam a Itália, vindas de países fora do espaço Schengen deve ser respeitada.

De acordo com a lei italiana, qualquer pessoa que espalhe negligentemente uma epidemia corre o risco de ser condenada a até 12 anos de prisão, enquanto que quem o fizer voluntariamente poderá enfrentar prisão perpétua.

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Itália regista actualmente 241.956 casos de infecção pelo novo coronavírus e ainda 34.899 vítimas mortais, de acordo com dados oficiais da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

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