Consumo de carne de marmota pode ter desencadeado casos de peste negra na Mongólia

As autoridades russas já proibiram a caça e o consumo de marmota na fronteira com a Mongólia.

Simone Silva

As autoridades russas proibiram a caça e o consumo de marmota na fronteira com a Mongólia, na sequência de um surto de Peste Negra que invadiu a região.

Dois casos da doença foram registados na província de Khovd, no oeste da Mongólia, de acordo com a agência de comunicação estatal russa TASS.

As marmotas são uma espécie de esquilos terrestres, um tipo de roedor, que costuma ser fonte de alimentação na região e que tem sido associado a surtos de Peste Negra.

Autoridades do Ministério Republicano da Agricultura e Alimentação disseram aos cidadãos da região da fronteira para não caçar nem consumir carne de marmota e tomar medidas preventivas contra picadas de insectos, que também podem ser um vector de transmissão da doença.

As marmotas são a principal fonte de transmissão da doença de animais para humanos, contudo a Peste Negra também pode ser transmitida através de picadas de pulgas.

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A Mongólia colocou em quarentena a sua região perto da fronteira com a Rússia na semana passada, depois de testes de laboratório terem mostrado dois casos da doença relacionados com o consumo de carne de marmota, de acordo com as autoridades.

A Embaixada da Rússia na Mongólia disse que «não há motivos para sérias preocupações», visto que as autoridades da Mongólia já implementaram restrições de viagem e isolaram os indivíduos infectados, segundo a imprensa estatal.

Em Pequim já foi confirmado um caso de Peste Negra e um outro suspeito, um jovem de 15 anos.

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A Peste Negra matou cerca de 50 milhões de pessoas na Europa durante a pandemia da Peste Negra na Idade Média, no entanto os antibióticos actuais podem evitar complicações mais graves, se forem administrados com rapidez suficiente.

A doença causa dor, inchaço, para além de febre, calafrios e tosse.

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