Galp: Portefólio sustentável

A Galp estabeleceu há muito o objectivo de ter um papel activo na mudança de paradigma energético.

Executive Digest

Tendo já um caminho sólido na prossecução desse propósito, nomeadamente através da antecipação de novas tendências e da adaptação do portefólio às necessidades futuras, criando, sempre que possível, sinergias com a actividade presente no mercado ibérico e promovendo a progressiva redução da intensidade carbónica das suas actividades.

O reforço de um portefólio sustentável de geração de energia levou, por exemplo, a Galp a dar um passo significativo nesse caminho com o processo de aquisição de projectos solares de elevada qualidade em Espanha. O caminho da transição energética na Galp passa por promover soluções económica e ambientalmente sustentáveis, reforçando a estratégia de investimento em energias renováveis e em novos modelos de negócio, bem como aumentando a relevância do gás natural no nosso portefólio.



Na Península Ibérica, a capacidade instalada total da Galp deverá atingir os 3,3 GW nos próximos anos. Este investimento em geração solar, que permite uma cobertura natural das nossas actividades de comercialização ibéricas, demonstra que as renováveis estão já a ter um papel fundamental na transformação do nosso negócio, reduzindo a sua intensidade carbónica e aumentando a sua resiliência.

Conjugando estes novos activos com os projectos já existentes no seu portefólio, a Galp criou condições para ser um dos principais players de geração solar da Península Ibérica, região onde tem várias sinergias para explorar em conjunto com os restantes negócios. Será a partir desta base que irão desenvolver a nossa vertente renovável, que deverá crescer de forma progressiva e selectiva, com uma capacidade instalada esperada de 10 GW até ao final da década.

Sabemos que em Portugal a produção de energia fotovoltaica tem crescido de forma consistente: no ano passado, o país produziu o dobro da energia solar que tinha produzido há cinco anos. A Galp acredita que embora a actual capacidade de produção de energia solar em Portugal seja ainda reduzida quando comparada com fontes renováveis como a energia hidroeléctrica e eólica, esta tendência de crescimento de quota na produção solar vai continuar.

E a Galp está já posicionada para ter um papel de relevo nessa trajectória.

ESTRATÉGIA

A estratégia da Galp assenta no desenvolvimento de um portefólio de upstream competitivo, uma actividade de refinação e midstream eficiente e dinâmica, um negócio comercial focado nas necessidades dos seus clientes, e no desenvolvimento de um portefólio de renováveis e de novos modelos de negócio rentável, suportado em soluções inovadoras e diferenciadoras que promovam a transição para uma economia de baixo carbono.

Os activos de E&P são desenvolvidos de acordo com as melhores práticas internacionais, utilizando as mais recentes soluções tecnológicas, o que permite a Galp alcançar uma operação mais eficiente em termos ambientais e económicos. Alcançaram 9,4 kgCO2e/boe de intensidade carbónica, considerando as emissões directas de gases com efeito de estufa e a produção de hidrocarbonetos de activos operados e não operados (numa base WI).

A Galp mantém o seu foco na maximização da eficiência energética, dando continuidade ao trabalho de melhoria contínua do seu aparelho refinador, utilizando os recursos de forma mais eficiente e reduzindo a sua intensidade carbónica.

Assumem um papel activo no desenvolvimento tecnológico do segmento dos biocombustíveis em Portugal, participando em vários projectos focados no coprocessamento de óleos alimentares usados, a geração de etanol e bio óleo, através de biomassa florestal, e a produção de crude sintético e biometano, através de resíduos sólidos urbanos e combustíveis derivados de resíduos.

TRANSFORMAÇÃO

Em 2019, foram 42,6 milhões de euros os valores investidos em ecoeficiência na refinação e cerca de 150 milhões de euros de investimento alocado a projectos que promovam a transição energética, nomeadamente gás natural, biocombustíveis, mobilidade eléctrica e outros projectos de baixo carbono.

Toda a indústria energética, a nível global, terá de abraçar uma profunda transformação para alcançar os objectivos traçados pelo Acordo de Paris. A Galp considera que a diversidade tecnológica é indispensável para alcançar esses objectivos, ajustando a oferta energética às necessidades das empresas e dos cidadãos. A Galp está a desenvolver um portefólio resiliente, tendo previsto que mais de 40% dos seus investimentos sejam alocados a projectos que promovam a transição energética.

Neste contexto de diversidade, a Galp encara com entusiasmo a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento de uma indústria do hidrogénio em Portugal e na Europa. Portugal tem condições para a produção de hidrogénio verde que, numa primeira fase, terão de ser competitivas para o desenvolvimento de uma cadeia de valor nacional. E essa competitividade precisa de desenvolvimentos tecnológicos e enquadramentos regulatórios ainda por implementar. O compromisso estratégico da Galp com a transição energética contempla o desenvolvimento de mecanismos que garantam uma gestão adequada dos riscos e oportunidades decorrentes da descarbonização da economia.

Integram a variável carbono nas suas decisões, garantindo o mapeamento e monitorização das emissões de gases com efeito de estufa ao longo da cadeia de valor da Galp, antecipando o seu impacto em projectos e negócios actuais e futuros. Através de um conjunto de ferramentas, modelam a redução das emissões de GEE das suas actividades e projectos, incorporando esta informação no processo de tomada de decisão pela gestão de topo.

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