Racismo. L’Oreál diz adeus a palavras como “branqueamento”

Branco/branqueamento e claro/clareamento são algumas das palavras riscadas do dicionário da L’Oréal.

Executive Digest

Branco/branqueamento e claro/clareamento são algumas das palavras riscadas do dicionário da L’Oréal. À luz dos acontecimentos nos Estados Unidos da América, nomeadamente a onda de protestos na sequência da morte de George Floyd às mãos de um polícia, o grupo francês decidiu limar o vocabulário utilizado nos seus produtos.

Em comunicado divulgado este sábado, a L’Oréal indica que que irá remover estas palavras de todos os seus produtos de pele. No início deste mês, a gigante da cosmética já tinha afirmado estar solidária com a comunicade negra contra qualquer tipo de injustiça. Porém, as palavras não foram bem recebidas por todas as pessoas: pelas redes sociais surgiram críticas à L’Oréal, indicando que a empresa tem um modelo de negócio e publicitário focado nos consumidores brancos.



De acordo com a Associated Press, também uma modelo que trabalhou com a L’Oréal já fez acusações semelhantes. Munroe Bergdorf apelidou a multinacional de hipócrita por a ter depedido há três anos, depois de ter partilhado uma pulicação no Twitter em que comentava uma manifestação durante a qual um homem anti-extrema-direita foi morto por um supremacista brancos.

Na altura, a L’Oréal justificou o fim da colaboração com o facto de promover a diversidade. «Os comentários de Munroe Bergdorf estão em desacordo com nossos valores e, por isso, decidimos pôr fim à nossa parceria com ela.»

 

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