A directora geral da saúde, Graça Freitas, refere, na conferência de imprensa desta segunda-feira, que «nos lares são os profissionais os grandes vectores da doença», indica confirmando um foco da Covid-19 no lar de Caneças com 60 residentes e 27 profissionais de saúde infectados.
O secretário de estado da saúde, António Sales, afirmou na mesma ocasião, que no que diz respeito ao surto da região de Lisboa, «estamos a falar de focos, tal como num incêndio é preciso acudir para evitar que a situação se alastre», refere.
O responsável garantiu que os serviços de saúde da região de Lisboa não estão sobrecarregados: «Neste momento, apesar de tudo, não estão sobre grande pressão», afirma explicando que a taxa de ocupação das Unidades de Cuidados Intensivos é de 59%, sendo os hospitais de Setúbal, Beatriz Ângelo (Loures) e o Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) os locais com maior sobrecarga.
«Estes números significam que não existe uma pressão excessiva sobre os serviços de saúde, o que nos dá uma margem de manobra para um aumento», disse o António Sales.
«O bem estar colectivo continua a depender da responsabilidade individual, temos de continuar a cuidar uns dos outros. (…) o vírus ainda não passou, não temos vacina e continua a existir risco para a saúde», sublinha António Sales.
Graça Freitas faz a mesma comparação para dizer que «apesar de tudo o vírus circula e qualquer fósforo que chegue a palha pode dar origem a um foco de incêndio».
A responsável refere que nas regiões mais afectadas pela epidemia é importante «prevenir, agir rapidamente (…) as pessoas devem ficar em casa, não transmitir a outros», afirma dizendo que vão «actuar proporcionalmente em relação aos focos onde a doença está mais localizada».














