Nas últimas semanas, foram várias as lojas norte-americanas que afixaram cartazes à porta, proibindo a entrada de clientes com máscaras, em nome da liberdade de direitos, avança o ‘The Guardian’.
Um exemplo disso é o de uma loja de conveniência do Kentucky, em Manchester, cujo cartaz dizia: «NÃO são permitidas máscaras faciais na loja. Retire a sua máscara ou vá para outro local. Pare de ouvir (o governador do estado) Beshear, ele é um idiota».
Outro cartaz semelhante foi afixado por uma loja de construção da Califórnia, no início deste mês, encorajando abraços, mas não máscaras.
Em Illinois, uma funcionária de uma bomba de combustível que colocou um aviso parecido, defendeu-se alegando que o uso de máscaras dificultava a diferenciação entre adultos e crianças, na venda de produtos para maiores de 18 anos, nomeadamente bebidas e cigarros.
Esta questão traz preocupações sobre uma eventual propagação mais facilitada do vírus, devido a estes comportamentos por parte de comerciantes que insistem em «proteger a sua liberdade». Quem defende esta atitude considera que é antiamericano o governo querer reduzir as liberdades das pessoas (referindo-se ao uso de máscara) para reduzir as mortes pela Covid-19.
«Trabalho na Costco e estou a pedir aos clientes que coloquem uma máscara, porque esta é a política da empresa», refere um funcionário da Costco citado pelo ‘The Guardian’, sublinhando que o faz «porque acordou num país que não é livre».




