Os cinco magníficos da Ferrari vão a leilão por mais de 35 milhões de euros

Ao contrário dos Ferraris de competição ou de modelos com um passado ligado a pilotos famosos, esta coleção destaca-se por reunir cinco dos automóveis de produção mais importantes da história moderna da marca

Automonitor

A história recente da Ferrari pode mudar de mãos nos próximos dias. A leiloeira RM Sotheby’s vai colocar à venda, durante o tradicional leilão de Monterey, na Califórnia, cinco dos modelos mais emblemáticos da marca italiana: um 288 GTO, um F40, um F50, um Enzo e um LaFerrari. No conjunto, a coleção poderá ultrapassar os 35 milhões de euros, segundo as estimativas da leiloeira avançada pelo El ‘Economista’.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Ao contrário dos Ferraris de competição ou de modelos com um passado ligado a pilotos famosos, esta coleção destaca-se por reunir cinco dos automóveis de produção mais importantes da história moderna da marca, praticamente todos em estado de conservação excecional, com quilometragens muito reduzidas e certificados de autenticidade da Ferrari.

O mais valioso do lote deverá ser o Ferrari 288 GTO, considerado por muitos especialistas como o ponto de partida da era moderna da Ferrari. Desenvolvido originalmente para cumprir os requisitos de homologação do Grupo B dos ralis, acabou por nunca competir depois de a FIA cancelar a categoria na sequência de vários acidentes fatais.

A unidade agora leiloada é a número 99 da produção, apresenta apenas 1.541 quilómetros, mantém todos os componentes originais certificados pela Ferrari Classiche e poderá ultrapassar os 10 milhões de euros.

Outro dos destaques é o lendário Ferrari F40, lançado para celebrar os 40 anos da marca. Este exemplar percorreu menos de 500 quilómetros desde que saiu da fábrica de Maranello e pertenceu originalmente a Lee Iacocca, o histórico executivo da indústria automóvel que liderou a Chrysler e teve também uma carreira marcante na Ford. Recentemente foi alvo de uma revisão avaliada em cerca de 40 mil dólares (34 mil euros), incluindo pneus novos e manutenção completa. A estimativa aponta para um valor próximo dos 5 milhões de euros.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

O Ferrari F50, criado para assinalar o cinquentenário da Ferrari, também promete atrair atenções. Inspirado diretamente na tecnologia da Fórmula 1, o superdesportivo utiliza um motor V12 atmosférico de 4,7 litros com 513 cv, capaz de ultrapassar os 320 km/h.

Este exemplar tem um detalhe adicional que o torna ainda mais especial: o primeiro proprietário foi o antigo campeão mundial de boxe Mike Tyson. O automóvel será vendido juntamente com um conjunto original de malas Ferrari e um par de luvas de boxe autografadas pelo próprio Tyson. O valor estimado ronda os 9 milhões de euros.

Continue a ler após a publicidade

Também presente estará um Ferrari Enzo, lançado em 2002 e batizado em homenagem ao fundador da marca. Equipado com um V12 atmosférico de 6,0 litros e 651 cv, acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,3 segundos e atinge 350 km/h de velocidade máxima.

Este Enzo teve apenas dois proprietários em mais de duas décadas e conserva tanto o certificado Ferrari Classiche como o chamado “Livro Vermelho”, documento que confirma a autenticidade do automóvel. A Sotheby’s acredita que poderá ultrapassar os 7 milhões de euros.

A fechar o lote surge o LaFerrari, o primeiro híbrido de produção da marca italiana. Combina um motor V12 atmosférico de 6,3 litros com um sistema elétrico KERS derivado da Fórmula 1, alcançando uma potência combinada de 950 cv.

Com apenas 1.000 quilómetros percorridos desde 2015, um único proprietário e certificação Ferrari Classiche, este exemplar poderá ultrapassar os 5 milhões de euros.

Se um único comprador decidir adquirir os cinco automóveis, levará para casa praticamente toda a evolução tecnológica da Ferrari nas últimas quatro décadas: do 288 GTO ao LaFerrari, passando pelos icónicos F40, F50 e Enzo. Todos partilham ainda outro detalhe simbólico: estão pintados em Rosso Corsa, a histórica cor vermelha que se tornou sinónimo da Ferrari. Segundo o ‘El Economista’, dificilmente voltará a surgir tão cedo uma coleção desta dimensão e qualidade no mercado.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.