EUA detiveram máximo de 43 mil estrangeiros em junho

As autoridades de imigração norte-americanas anunciaram hoje que detiveram mais de 43 mil estrangeiros em junho, o número mais elevado desde a tomada de posse do Presidente Donald Trump.

Executive Digest com Lusa

As autoridades de imigração norte-americanas anunciaram hoje que detiveram mais de 43 mil estrangeiros em junho, o número mais elevado desde a tomada de posse do Presidente Donald Trump.


Segundo dados do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), este recorde deverá ser ultrapassado em julho, caso se mantenha o atual ritmo de detenções diárias.


No mês passado, o ICE deteve 39.563 pessoas e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) 3.575 estrangeiros, totalizando 43.138 detidos sob custódia das autoridades de imigração.


O número recorde de detenções é uma resposta às novas metas estabelecidas pela Casa Branca, que procura aumentar as taxas de deportação para cumprir uma promessa feita por Trump durante a campanha presidencial.


As detenções em julho seguiram a tendência do mês anterior, com uma média de 1.593 estrangeiros detidos diariamente por agentes do ICE e da CBP, num total de 16.213 detenções até 11 de julho.

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Se a média de detenções se mantiver, o número total de detenções aproximar-se-á dos 50.000 imigrantes presos num único mês.


A Casa Branca definiu como meta 2.000 detenções diárias, de acordo com o The New York Times.


As operações anti-imigração voltaram a aumentar nas principais cidades, mas desencadearam uma onda de protestos.

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Cerca de 40 senadores norte-americanos enviaram esta segunda-feira uma carta a exigir reformas no ICE, após a morte de dois trabalhadores migrantes em tiroteios envolvendo agentes da agência federal.


A missiva liderada pelo senador independente por Maine Angus King e subscrita por legisladores democratas, foi enviada ao Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e reclama maior transparência nas operações do ICE e medidas para reforçar a supervisão dos seus agentes, incluindo o uso obrigatório de câmaras corporais e uma identificação mais clara dos oficiais durante as suas atuações.


Os senadores pediram ainda uma revisão dos protocolos do ICE e que as autoridades forneçam informação mais detalhada sobre os incidentes em que agentes da agência recorreram à força, considerando necessário fortalecer os mecanismos de responsabilização.


Nos últimos dias, dois migrantes – o mexicano Lorenzo Salgado Araujo e o colombiano Johan Durán – morreram por disparos de agentes do ICE após controlos de trânsito no Texas e no Maine, respetivamente.


A 14 de julho, outro migrante não identificado faleceu na Florida ao ser colhido por um camião após um controlo de trânsito do ICE.

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Estes novos episódios surgem depois de uma onda de críticas contra o ICE no início de 2026, na sequência da morte de dois cidadãos norte-americanos durante operações migratórias em Minneapolis.


Renee Nicole Good, de 37 anos, morreu a 07 de janeiro após ser baleada por um agente federal, enquanto Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos, faleceu a 24 de janeiro durante um confronto com agentes de imigração – casos que desencadearam protestos e exigências de maior supervisão.


A tensão política resultante dessas mortes chegou ao Congresso, onde legisladores democratas bloquearam verbas para o DHS durante uma disputa sobre os fundos destinados às operações migratórias.


O impasse provocou um encerramento parcial da agência e mudanças na liderança da Segurança Interna, incluindo a saída da secretária da Segurança Interna Kristi Noem e a entrada de novos responsáveis em áreas-chave da imigração.

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