António José Seguro exige rigor, igualdade e respostas rápidas após caos nos exames nacionais

O Presidente da República, António José Seguro, manifestou esta terça-feira preocupação com os problemas registados nas últimas semanas no processo de realização e classificação dos exames nacionais, considerando que a situação provocou “uma compreensível preocupação e ansiedade entre milhares de alunos, famílias e professores”.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Presidente da República, António José Seguro, manifestou esta terça-feira preocupação com os problemas registados nas últimas semanas no processo de realização e classificação dos exames nacionais, considerando que a situação provocou “uma compreensível preocupação e ansiedade entre milhares de alunos, famílias e professores”. Numa mensagem divulgada pela Presidência da República, o chefe de Estado sublinha que este representa um momento decisivo para o percurso académico de milhares de jovens e lembra que “o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança”. Acrescenta ainda que, “quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação”, frisando que esse tem sido o seu entendimento desde o início deste processo.

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Na sequência das várias reuniões e contactos mantidos nos últimos dias, incluindo o encontro semanal realizado esta segunda-feira com o primeiro-ministro, António José Seguro reafirma “o sentido de exigência que deve pautar todo o processo”, defendendo a “obrigatória salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos e a normalidade e previsibilidade de todo o sistema”, especialmente no que respeita ao concurso nacional de acesso ao Ensino Superior. O Presidente considera igualmente que a situação deve servir de aprendizagem para o futuro, sustentando que importa “retirar desta situação as devidas lições”, para que os processos de inovação tecnológica sejam acompanhados por “mecanismos de prevenção e resposta capazes de evitar a repetição de constrangimentos desta natureza”, designadamente durante a realização da segunda fase dos exames nacionais.

Apesar dos problemas verificados, o chefe de Estado reafirma a sua “confiança na qualidade das escolas portuguesas e no empenho dos professores e demais profissionais da educação”, considerando que o trabalho desenvolvido por estes profissionais “tem sido essencial para ultrapassar as dificuldades verificadas”. António José Seguro dirige ainda “uma palavra de confiança e de solidariedade a todos os estudantes que aguardam a conclusão deste processo”, reafirmando que “nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito”.

Na parte final da mensagem, o Presidente da República lembra que, para muitos estudantes e respetivas famílias, este constitui um momento particularmente importante, marcado por anos de dedicação e de sacrifícios com o objetivo de garantir um futuro melhor. Por isso, defende que a conclusão do processo dos exames nacionais tem de decorrer “com justiça, rigor e respeito por todos”, assegurando que nenhum candidato seja penalizado por problemas técnicos ou administrativos que escapam ao seu controlo.

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