Prenda de 400 milhões não chega: o novo Air Force One de Trump vai voltar à oficina

Air Force One ainda terá de passar por uma profunda atualização de segurança antes de poder ser utilizado em pleno pelo presidente dos Estados Unidos

Francisco Laranjeira

O luxuoso Boeing 747-8 oferecido pelo Qatar para servir de Air Force One ainda terá de passar por uma profunda atualização de segurança antes de poder ser utilizado em pleno pelo presidente dos Estados Unidos. A revelação foi feita pelo próprio Donald Trump, numa aparente confirmação das dúvidas levantadas nas últimas semanas sobre as capacidades do aparelho. A informação foi avançada pelo ‘The Independent’.

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Questionado por jornalistas depois de regressar a Washington a bordo da aeronave, Trump garantiu que o avião será enviado “dentro de cerca de um mês” para ser “maximizado”, expressão utilizada pelo presidente para descrever um conjunto de melhorias que, segundo disse, irão reforçar as suas capacidades.

“Tem muitas capacidades, mas, tanto quanto sei, dentro de um mês será enviado para ficar totalmente preparado”, afirmou, sem esclarecer quais os sistemas que serão instalados.

As declarações surgem poucos dias depois de o ‘The New York Times’ revelar que Trump optou por utilizar o antigo Air Force One numa parte da viagem de regresso da cimeira da NATO, na Turquia, devido a preocupações relacionadas com a segurança da aeronave oferecida pelo Qatar.

Segundo o jornal americano, a decisão coincidiu com o reacender das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, embora fontes da administração tenham sublinhado que não existia qualquer ameaça específica contra o presidente.

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Avião ainda não tem os sistemas mais avançados

De acordo com o ‘The New York Times’, o Boeing 747-8 oferecido por Doha não dispõe dos sofisticados sistemas antimíssil presentes nos atuais Air Force One, uma limitação que terá pesado na decisão de recorrer temporariamente ao avião presidencial mais antigo.

Ainda assim, Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, garantiu ao jornal que a aeronave é “de última geração” e já foi equipada com protocolos de segurança de elevado nível.

Trump não confirmou nem desmentiu diretamente essas informações, limitando-se a reconhecer que o aparelho será submetido a novas intervenções antes de entrar plenamente ao serviço.

Um presente que continua a gerar polémica

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O Boeing, avaliado em cerca de 400 milhões de dólares, foi oferecido pelo Governo do Qatar para funcionar como solução temporária até à chegada da nova geração de Air Force One, cuja entrada em operação continua apontada para 2028.

Desde que o negócio foi conhecido, a decisão provocou forte controvérsia nos Estados Unidos, tanto pelo valor da oferta como pelas questões éticas e de segurança associadas à utilização de uma aeronave oferecida por um governo estrangeiro.

Trump realizou o primeiro voo oficial no aparelho há apenas algumas semanas.

Na deslocação à cimeira da NATO, viajou inicialmente no novo Boeing, mas fez parte do regresso utilizando o antigo Air Force One até à base britânica de RAF Mildenhall. A partir daí voltou a embarcar no avião oferecido pelo Qatar.

O presidente justificou essa escolha dizendo que quis viajar no antigo aparelho “pelos velhos tempos”. No entanto, segundo fontes ouvidas pelo New York Times, a verdadeira razão esteve relacionada com as limitações de segurança do novo avião.

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O destino final já está decidido

Trump já garantiu que a aeronave não ficará na sua posse quando abandonar a Casa Branca.

“O avião irá para a minha biblioteca”, afirmou anteriormente.

O filho do presidente, Eric Trump, revelou entretanto ao ‘The Palm Beach Post’ que tanto o Boeing oferecido pelo Qatar como um dos atuais Air Force One deverão integrar o futuro complexo da biblioteca presidencial da família Trump.

Segundo Eric Trump, o avião atualmente ao serviço foi encomendado durante a presidência de Ronald Reagan e acumulou cerca de 6,5 milhões de milhas ao longo de três décadas ao serviço dos presidentes americanos.

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