Estado da nação: BE compara Governo à plataforma de correção dos exames porque “nada funciona”

O deputado único do BE comparou hoje o Governo à plataforma de correção dos exames nacionais e disse que “nada funciona”, com o primeiro-ministro a responder com várias referências à diminuição da representação parlamentar bloquista.

Executive Digest com Lusa

O deputado único do BE comparou hoje o Governo à plataforma de correção dos exames nacionais e disse que “nada funciona”, com o primeiro-ministro a responder com várias referências à diminuição da representação parlamentar bloquista.

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Esta troca de acusações decorreu durante o debate sobre o estado da nação, na Assembleia da República, no qual Fabian Figueiredo começou por criticar a atuação do Governo em diversas áreas, a começar pela educação.


“A seis cadeiras da sua está o senhor ministro da Educação, Fernando Alexandre, responsável por um caos olímpico no Ministério”, acusou Fabian Figueiredo, que perguntou ao primeiro-ministro quando vai pedir desculpa e demitir o governante.


O bloquista instou ainda o Governo a isentar de custos os pedidos de reapreciação de prova este ano, no âmbito dos exames nacionais.


Na saúde, Fabian Figueiredo apontou “menos cirurgias e menos consultas e mais caos nas urgências”, e acusou a ministra da tutela, Ana Paula Martins, de ser “o verdadeiro amuleto da sorte do negócio privado da saúde”.

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O bloquista visou ainda o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, devido a aumento do custo de vida e dos combustíveis, e a ministra do Trabalho, que acusou de querer “desenterrar o pacote laboral zombie”.


“Senhor primeiro-ministro, o seu Governo está como a plataforma dos exames: nada funciona, falham a combater o custo de vida, falham na habitação, na educação e na saúde”, criticou.


Na resposta, Luís Montenegro gracejou que o deputado bloquista pareceu ter pegado “numa espécie de metralhadora” e “apontou para todo o lado”.


Numa referência à diminuição do número de deputados do BE ao longo dos últimos anos, Montenegro afirmou que há uns tempos a viagem dos parlamentares bloquistas até ao parlamento era feita “num minibus”, depois passou para “uma Vanette”, “um táxi” e agora pode ser feita “numa trotinete” pelo deputado único.


Luís Montenegro ironizou e disse que “as políticas da geringonça deixaram o SNS impecável do ponto de vista da capacidade de resposta”, a “escola pública impecável” ou as políticas de habitação num bom caminho.

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Depois de Fabian Figueiredo ter acusado o executivo de facilitar despejos com as novas regras de arrendamento, Luís Montenegro atirou: “O despejo mais significativo que eu tenho assistido é dos lugares do Bloco de Esquerda neste parlamento”.

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