Fábrica da Tabaqueira em Sintra reduz consumo de água para metade em apenas seis anos

A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.

André Manuel Mendes

A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.

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Segundo a empresa, a unidade industrial foi a primeira fábrica em Portugal a receber esta certificação e tem renovado o reconhecimento de forma consecutiva desde então.

Em 2025, a Tabaqueira conseguiu reduzir em mais 1% o consumo específico de água, apesar de o consumo absoluto ter aumentado 8,15%, refletindo o crescimento da produção fabril. A empresa explica que este resultado foi possível graças à implementação de medidas de eficiência que reduziram a quantidade de água necessária tanto nos processos produtivos como em atividades de apoio, como a produção de vapor, os sistemas de climatização, as águas quentes sanitárias, as lavagens e a cantina.

No mesmo período, a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da fábrica tratou cerca de 27 mil metros cúbicos de água. A empresa acrescenta que realiza uma monitorização diária da qualidade da água utilizada nas instalações, bem como das descargas efetuadas na Ribeira do Marmelo.

A estratégia da unidade está alinhada com os objetivos globais da Philip Morris International (PMI), que pretende poupar 25 milhões de metros cúbicos de água até 2033, um volume equivalente à capacidade de cerca de 10 mil piscinas olímpicas.

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Pedro Santos, Sustainability Manufacturing Manager da Tabaqueira, afirma que “a Tabaqueira tem vindo a investir em soluções que potenciem uma gestão sustentável da água”, mas reconhece que “o principal desafio” passa por continuar a melhorar a eficiência hídrica em paralelo com a expansão da atividade industrial.

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