Israel avisa Washington de alegada conspiração iraniana para matar Trump

Israel partilhou com os Estados Unidos informações sobre um alegado plano recente do Irão para assassinar Donald Trump, numa altura em que aumentam novamente as tensões entre Washington e Teerão e o cessar-fogo de 60 dias dá sinais de colapso.

Executive Digest

Israel partilhou com os Estados Unidos informações sobre um alegado plano recente do Irão para assassinar Donald Trump, numa altura em que aumentam novamente as tensões entre Washington e Teerão e o cessar-fogo de 60 dias dá sinais de colapso.

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Segundo a CNN, uma das fontes com conhecimento do caso indicou que o aviso israelita chegou esta semana. Outra fonte afirmou que os serviços americanos já vinham a receber, nas últimas semanas, informações recorrentes sobre possíveis ameaças contra Trump, mas sublinhou que o alerta de Israel dizia respeito a um plano específico e até então desconhecido.

Os contornos da alegada operação não foram divulgados. Duas fontes explicaram que os Estados Unidos ainda não tinham confirmado de forma independente os dados enviados por Israel e que não acompanhavam esse plano antes de receberem o aviso.

Alguns responsáveis americanos admitem, contudo, que a informação transmitida por Israel possa também procurar influenciar as decisões de Trump, numa altura em que o presidente dos Estados Unidos pondera intensificar a ação militar contra o Irão. De acordo com a CNN, existe algum ceticismo dentro dos serviços de informações americanos em relação a determinados relatórios israelitas.

Trump diz estar no topo das listas de alvos

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Questionada sobre o alerta, a Casa Branca remeteu para declarações recentes de Trump sobre as intenções do Irão. O presidente afirmou aos jornalistas que Teerão pretende eliminar o líder dos Estados Unidos e garantiu estar incluído em várias listas de alvos.

Trump disse também ter tomado conhecimento de uma nova lista que o colocaria como principal alvo iraniano. Não ficou claro se se referia às informações enviadas por Israel.

Os Estados Unidos têm alertado há vários anos para a possibilidade de o Irão tentar matar Trump como retaliação pelo ataque com drone que, em 2020, matou Qasem Soleimani, um dos mais importantes comandantes militares iranianos.

Durante as cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, morto no início da guerra, multidões no Irão apelaram à morte de Trump.

Serviços americanos acompanham ameaças contra responsáveis

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Fontes com conhecimento das informações recolhidas pelos Estados Unidos afirmam que as autoridades acompanham vários intervenientes que discutiram possíveis ataques, embora não tenham ainda passado à ação. Os serviços americanos receiam que o Irão possa tentar atingir atuais e antigos altos responsáveis dos Estados Unidos.

O alerta israelita surge também num momento de divergências entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. O governante israelita tem manifestado dúvidas quanto às tentativas de alcançar um acordo diplomático com Teerão e entrou em desacordo com Trump devido às operações militares de Israel no Líbano, que complicaram as negociações.

Trump e Netanyahu falaram por telefone na quinta-feira e está prevista uma deslocação do primeiro-ministro israelita a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos.

Diplomacia prossegue apesar da troca de ataques

Apesar do regresso dos ataques e das ameaças entre Washington e Teerão, um responsável americano garantiu que continuam a decorrer contactos diplomáticos nos bastidores. Os dois países estarão a tentar alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano até meados de agosto.

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Estas diligências prosseguem mesmo depois de Trump ter declarado que o memorando de entendimento com o Irão estava terminado. Ainda assim, responsáveis americanos indicaram que preparativos para possíveis ataques na noite de quinta-feira foram suspensos para dar prioridade à via diplomática.

A bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, as tripulações chegaram a carregar caças com armamento e os pilotos realizaram exercícios para o caso de serem chamados a atacar. O comandante do navio, Dan Keeler, avisou os milhares de militares a bordo de que a situação estava a tornar-se mais tensa, enquanto as operações defensivas de rotina continuavam durante o dia e a noite.

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