A Fenprof considera que o documento com as orientações do Ministério da Educação para a reabertura das escolas «é omisso em aspectos que são muito importantes para a segurança da sanitária», não indicando por exemplo a distância que deve ser mantida entre pessoas. A afirmação é de Mário Nogueira, que esta manhã sublinhou ainda que «é preciso que as pessoas não vão temendo que as escolas, ou algumas delas, se possam transformar em covidários».
O secretário-geral da Fenprof disse aos jornalistas que o documento é também omisso quanto ao número máximo de pessoas em cada sala, bem como sobre a responsabilidade do Ministério de Educação no sentido de distribuir os equipamentos de protecção individual. Fica por esclarecer também a realização de testes àqueles que vão regressar às escolas.
Mário Nogueira lembrou ainda declarações de António Costa. Diz que o primeiro-ministro tinha afirmado que só iria abrir o mínimo e que esse mínimo seria destinado aos alunos com exames. «Afinal, parece que não é assim», sublinha.
Em nota enviada às redacçãoes, a Fenprof refere que o documento em causa revela “irresponsabilidade, amadorismo e falta de rigo” por parte do Ministério da Educação. Segundo a Federação Nacional dos Professores, são “sacudidas” para as escolas as decisões que deveriam ser tomadas em Protocolo Sanitário.
“Sem negociação, sem auscultação, sem diálogo e sem, sequer, enviar às organizações sindicais, o Ministério da Educação elaborou orientações sobre reabertura de escolas secundárias (11.º e 12.º anos de escolaridade e 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário), que revelam um preocupante grau de amadorismo e irresponsabilidade”, vinca a Fenprof. Consulte aqui o comunicado da Fenprof com o seu parecer sobre as orientações do ministério.














