O Portal da Queixa está a alertar os consumidores para um novo esquema de burla informática através de SMS, em que mensagens fraudulentas são enviadas em nome do Ministério da Saúde com alegadas dívidas, referências bancárias e prazos curtos para pagamento.
Segundo os casos denunciados na plataforma, os cidadãos recebem mensagens que indicam supostos valores em dívida relacionados com atendimentos de urgência ou serviços hospitalares. A comunicação surge com aparência oficial e procura criar um falso sentido de urgência, levando os destinatários a pagar rapidamente.
De acordo com a análise das reclamações registadas, este esquema está a ganhar expressão, com cerca de 30 queixas identificadas até ao momento. A primeira denúncia deste tipo de fraude, através de SMS em nome do Ministério da Saúde, remonta a junho de 2025, o que evidencia a continuidade e sofisticação das tentativas de burla.
Mensagens falsas com dívidas e referências bancárias
As mensagens seguem um padrão comum: referem um valor em dívida, associam-no a serviços de saúde e incluem uma referência bancária para pagamento num prazo reduzido.
Num dos relatos recebidos no Portal da Queixa, um consumidor descreve ter recebido uma SMS com a indicação de uma dívida de urgência no valor de 46,70 euros, acompanhada de um prazo de cinco dias para regularização e identificada como sendo do “MIN.SAÚDE”.
Há também denúncias de consumidores que acabaram por efetuar pagamentos, acreditando tratar-se de comunicações legítimas. Num dos casos relatados, uma pessoa afirma ter pago 14,35 euros por pensar que se tratava de uma despesa associada ao Ministério da Saúde.
O Portal da Queixa sublinha que este tipo de abordagem explora a confiança dos cidadãos em entidades oficiais e a preocupação natural com eventuais dívidas relacionadas com serviços de saúde.
Burla surge depois de falsos reembolsos em nome do SNS
Este novo esquema surge depois de, em março deste ano, ter sido identificado outro modelo de burla via SMS em nome de entidades oficiais como “MIN.SAUDE”, “SNS” e “SNS 24”.
Nesse caso, as mensagens prometiam falsos reembolsos de despesas de saúde e incluíam ligações fraudulentas destinadas à recolha de dados pessoais e bancários dos utentes. Na altura, a prática levou as autoridades a alertarem a população.
Agora, o esquema assume uma lógica diferente: em vez de prometer dinheiro, exige o pagamento de uma suposta dívida. A estratégia continua, no entanto, a assentar na utilização indevida de nomes de entidades públicas e na criação de pressão sobre o consumidor.
Portal da Queixa pede prevenção
Face à reincidência deste tipo de fraude e ao aumento de ocorrências, o Portal da Queixa recomenda aos cidadãos que desconfiem de mensagens com pedidos de pagamento urgentes, mesmo quando aparentam ser enviadas por entidades oficiais.
A plataforma aconselha ainda a validação de qualquer cobrança diretamente junto dos canais oficiais do Ministério da Saúde, do SNS ou do SNS 24, antes de ser feito qualquer pagamento.
Os consumidores não devem efetuar pagamentos com base em SMS não validadas, nem partilhar dados pessoais ou bancários através de ligações, contactos ou referências cuja origem não tenha sido confirmada.
O Portal da Queixa reforça também a importância de denunciar estas situações às autoridades competentes e em plataformas públicas de consumidores, para ajudar a detetar, sinalizar e combater práticas fraudulentas.












