Insolvências caem 16% em maio, mas criação de empresas em Portugal recua 24%

Até maio, o número total de ações de insolvência declaradas recuou 15%, o equivalente a menos 131 empresas em comparação com 2025

Executive Digest

As insolvências declaradas em Portugal diminuíram 16% em maio face ao mesmo mês de 2025, com 165 empresas insolventes, menos 32 do que no período homólogo, de acordo com dados divulgados pela Iberinform. A tendência de descida estende-se ao acumulado dos primeiros cinco meses do ano, mas surge acompanhada por uma quebra expressiva na constituição de novas empresas.

Até maio, o número total de ações de insolvência declaradas recuou 15%, o equivalente a menos 131 empresas em comparação com 2025. As declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas caíram 29%, num total de menos 113 processos, enquanto as insolvências requeridas por terceiros diminuíram 5,6%, correspondendo a menos 18 processos.

Lisboa, Porto e Braga concentram mais insolvências

Os distritos de Lisboa, Porto e Braga continuam a apresentar os valores mais elevados de insolvências declaradas, com 172, 143 e 106 processos, respetivamente. Ainda assim, a evolução face ao ano anterior mostra comportamentos diferentes: o Porto registou uma quebra de 37%, Braga caiu 10% e Lisboa teve um ligeiro aumento de 0,6%.

Entre os distritos com maiores crescimentos nas insolvências declaradas destacam-se Angra do Heroísmo, com uma subida de 200%, Madeira, com mais 82%, Vila Real, com mais 33%, e Setúbal, com mais 19%.

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No sentido oposto, os maiores decréscimos foram registados em Castelo Branco, com menos 47%, Santarém, com menos 46%, Coimbra, com menos 38%, Guarda, com menos 33,3%, Ponta Delgada, com menos 25%, Viana do Castelo, com menos 24%, e Leiria, com menos 21%.

Setores não registam crescimento nas insolvências

Até maio de 2026, nenhum setor de atividade registou crescimento no número de insolvências declaradas, verificando-se uma tendência generalizada de estabilidade ou redução.

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As quebras mais expressivas ocorreram na Indústria Extrativa, com uma descida de 100%, na Agricultura, Caça e Pesca, com menos 44%, nas Telecomunicações, com menos 33%, no Comércio a Retalho, com menos 30%, e no Comércio por Grosso, com menos 22%.

Processos encerrados recuam em maio, mas sobem no acumulado

As insolvências com processos encerrados também diminuíram em maio, embora de forma mais moderada, com uma quebra homóloga de 1,7%.

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, foram encerrados 1101 processos, o que representa um aumento de 8,9% face ao mesmo período de 2025. Os processos encerrados com plano de insolvência aumentaram em 31 empresas, correspondendo a uma subida de 69%.

No total das ações, a Iberinform assinala um acréscimo de 129 empresas, traduzido numa variação positiva de 13%.

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Criação de empresas cai 24% em maio

Apesar da queda das insolvências declaradas, os dados mostram também uma quebra na dinâmica de criação empresarial. Em maio de 2026, foram constituídas 3684 novas empresas, contra 4853 no mesmo mês de 2025, o que representa uma descida homóloga de 24%.

Em termos acumulados, a constituição de novas empresas também apresenta uma trajetória descendente, com uma quebra de 4,1% face aos primeiros cinco meses de 2025.

Lisboa lidera a criação de empresas

Lisboa continua a ser o distrito com maior número de constituições de empresas, com 7300 novas sociedades até maio, apesar de uma descida de 2,2% face a 2025. Seguem-se o Porto, com 4234 empresas, menos 1,5%, e Setúbal, com 1901 empresas, menos 1%.

Os distritos com variações positivas na criação de empresas foram Angra do Heroísmo, com mais 7,7%, Vila Real, com mais 1,8%, e Coimbra, também com mais 1,8%.

Já as maiores quebras foram registadas em Évora, com menos 23%, Madeira, com menos 22%, Guarda, com menos 21%, Horta, com menos 14%, Viana do Castelo e Beja, ambos com menos 13%, e Ponta Delgada, com menos 12%.

Construção resiste na criação de novas empresas

Por setores, a constituição de empresas aumentou na Indústria Extrativa, com mais 36%, e na Construção e Obras Públicas, com mais 7,1%.

As descidas mais acentuadas ocorreram nos setores de Eletricidade, Gás e Água, com menos 36%, Agricultura, Caça e Pesca, com menos 33%, Telecomunicações, com menos 20%, e Transportes, com menos 16%.

A Iberinform assinala ainda que, desde abril de 2026, a informação relativa às insolvências passou a ser apresentada com maior detalhe, separando processos declarados e processos encerrados. A alteração metodológica permite distinguir as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas e as insolvências requeridas por terceiros dos processos encerrados e dos planos de insolvência.

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