BP reorganiza estrutura e reforça aposta no petróleo e gás

A petrolífera britânica BP anunciou hoje uma reorganização interna que reduz a sua atividade a dois segmentos principais, petróleo e gás, duas semanas após o despedimento do presidente Albert Manifold por problemas de conduta.

Executive Digest com Lusa

A petrolífera britânica BP anunciou hoje uma reorganização interna que reduz a sua atividade a dois segmentos principais, petróleo e gás, duas semanas após o despedimento do presidente Albert Manifold por problemas de conduta.

Em concreto, a empresa reduziu para dois os segmentos de negócio em que se concentra: exploração e produção (‘upstream’) e refinação e comercialização (‘downstream’), em vez dos três segmentos existentes anteriormente.

Neste sentido, a divisão de energias renováveis fica fora destes dois segmentos, ao contrário do que acontecia na abordagem anterior, e passará a integrar a função de tecnologia, consolidando a viragem da estratégia da BP para o mercado das fontes de energia tradicionais.

Perante esta reorganização, a presidente executiva da empresa, Meg O’Neill, nomeou Gordon Birrell como vice-presidente executivo de ‘upstream’, enquanto Richard Harding será vice-presidente executivo interino de ‘downstream’, até à nomeação de outra pessoa de forma permanente.

“Durante os últimos dois meses, passei tempo com as nossas equipas, parceiros e investidores em todo o mundo, e sinto-me encorajada pelo forte apoio à nossa orientação estratégica. Centrar a BP em dois segmentos distintos é um passo importante para acelerar a entrega de resultados. Irá reduzir a complexidade e reforçar a execução”, afirmou Meg O’Neill citada em comunicado.

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A presidente executiva defendeu esta mudança organizacional, argumentando que permitirá aproveitar as oportunidades em toda a carteira de negócios da empresa, reforçar o balanço e gerar crescimento sustentável.

Assim, o segmento ‘upstream’ incluirá o petróleo e o gás, bem como as atividades de exploração, desenvolvimento e produção, abrangendo também as empresas conjuntas da BP neste segmento e os seus negócios de gás natural renovável e de captura e armazenamento de carbono.

Por sua vez, o segmento ‘downstream’ incluirá refinarias, oleodutos, mobilidade e conveniência, biocombustíveis, aviação e hidrogénio, o que, segundo a petrolífera, permitirá harmonizar as formas de produzir, transportar e vender os seus produtos.

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“Esta mudança organizacional assenta nas medidas concretas que a BP está a adotar para simplificar a sua carteira, reduzir custos, manter uma disciplina rigorosa no investimento de capital e reforçar o seu balanço, tudo com o objetivo de gerar maior valor e rentabilidade para os acionistas”, conclui um comunicado da empresa.

No final de maio, o conselho de administração da BP decidiu por unanimidade pôr termo ao mandato de Albert Manifold como presidente, na sequência das “graves preocupações manifestadas ao Conselho relativamente a importantes normas de governação, supervisão e conduta”, tendo nomeado Ian Tyler como presidente do conselho de administração interino.

Por outro lado, Meg O’Neill assumiu o cargo de CEO da petrolífera há pouco mais de seis meses, e o novo presidente interino assinalou, durante este período, que o conselho de administração está “muito impressionado com ela”.

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