PSI continua a negociar em máximos de quase duas décadas. Bolsa portuguesa mantém valorização próxima dos 10% este ano

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI, encerrou o mês de maio nos 9.076,5 pontos, registando uma queda de 2,9% face a abril e contrariando a trajetória positiva observada na maioria dos mercados internacionais.

André Manuel Mendes

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI, encerrou o mês de maio nos 9.076,5 pontos, registando uma queda de 2,9% face a abril e contrariando a trajetória positiva observada na maioria dos mercados internacionais. A conclusão é da mais recente análise da Maxyield, que destaca um desempenho particularmente divergente do mercado nacional num mês em que os índices globais continuaram a recuperar.

Segundo a análise, em Portugal, a evolução negativa do PSI foi influenciada por fatores internos e externos. Entre os primeiros, a Maxyield destaca o impacto da distribuição de dividendos pelas empresas cotadas, que originou correções nas cotações, bem como uma época de resultados do primeiro trimestre considerada pouco entusiasmante. Das empresas do PSI, duas apresentaram prejuízos e seis registaram uma redução dos lucros.

A gestora aponta ainda para uma desaceleração dos volumes médios diários transacionados, sinalizando uma menor dinâmica do mercado.

No plano internacional, o desempenho menos favorável do setor energético e petrolífero penalizou particularmente o PSI, dado o peso significativo destas empresas no índice português. A recuperação da banca europeia, setor com menor representação no PSI, e a forte época de resultados das empresas norte-americanas contribuíram igualmente para aumentar o diferencial de desempenho.

Apesar da queda registada em maio, o PSI mantém uma valorização de 9,8% desde o início do ano e acumula uma subida homóloga de 22,8% face a maio de 2025. Ainda assim, a Maxyield alerta para uma perda de dinamismo, sublinhando que desde fevereiro o índice tem alternado entre meses de ganhos e perdas.

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Entre as cotadas com pior desempenho mensal destacaram-se a Jerónimo Martins, que recuou 11,2%, a Galp (-6,6%), a NOS (-6,3%), a REN (-6,2%) e a EDP (-5,9%). Em sentido contrário, o BCP liderou as valorizações com uma subida de 7%, seguido da Semapa (2,4%), da Corticeira Amorim (1,9%) e da Navigator (1,7%).

No acumulado do ano, a NOS é a empresa com melhor desempenho do PSI, ao valorizar 31,1%, seguida da Galp (27,4%) e da Ibersol (19,2%). Já a Teixeira Duarte apresenta a maior desvalorização, com uma queda de 32,3%, seguida pelos CTT (-18,4%) e pela Jerónimo Martins (-10,4%).

A Maxyield destaca ainda que o atual ciclo de valorização bolsista do PSI teve início em 2020 e já dura há seis anos. O índice continua a negociar na faixa entre os 9.000 e os 10.000 pontos, níveis que remetem para valores observados há cerca de 18 anos.

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No mercado secundário, o PSI Geral — que inclui o PSI e 15 empresas de menor dimensão — registou uma descida mais moderada de 0,8% em maio. A análise assinala ainda a decisão da Vista Alegre de abandonar voluntariamente a negociação em mercado regulamentado, aprovada em assembleia-geral no final do mês.

Entre as empresas do chamado segundo mercado, destacaram-se pela positiva a Benfica SAD, a Estoril Sol, a Pharol, a Toyota Caetano e a Sonaecom, enquanto as SAD do Sporting e do FC Porto apresentaram desempenhos anuais negativos.

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