AESE Business School : «A eficácia operacional já não é suficiente»

Para dar resposta aos empresários e dirigentes que procuram elevar a forma como pensam e exercem a sua liderança, a AESE Business School apresenta o pde, um programa inovador

Executive Digest

Para dar resposta aos empresários e dirigentes que procuram elevar a forma como pensam e exercem a sua liderança, a AESE Business School apresenta o pde, um programa inovador.

Desenhado para profissionais que já assumem responsabilidades de direcção no seu dia-a-dia, o programa desafia os participantes a saírem da pressão imediata da operação e a recuperarem uma visão mais ampla sobre a organização. O objectivo passa por aprofundar a capacidade de decisão, reforçar a maturidade de julgamento e desenvolver uma liderança mais consciente.

Segundo Miguel Guerreiro, director do PDE – Programa de Direcção de Empresas, em Lisboa, existe um momento na trajectória de um dirigente em que a eficácia operacional deixa de ser suficiente. «Esse momento surge quando os desafios deixam de ser predominantemente operacionais e passam a exigir critério, visão de conjunto e capacidade de orientação num contexto mais exigente, complexo e incerto», destaca. A função de direcção ganha então uma nova densidade: «Já não se trata apenas de responder no imediato, mas de interpretar o contexto, estabelecer prioridades e decidir com impacto no médio e no longo prazo », acrescenta.

É nessa transição que o PDE assume maior relevância. Na visão de Miguel Guerreiro, o programa permite criar distância face ao quotidiano e voltar a pensar a empresa de forma integrada. Ao longo do percurso, os dirigentes aprofundam a sua compreensão global da organização, confrontam-se com desafios reais de liderança e ganham maior clareza sobre a forma como lideram, decidem e mobilizam equipas. «O dirigente reconhece que a qualidade da sua liderança está directamente relacionada com a qualidade da sua reflexão.»

O método do caso como factor distintivo

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Uma das bases mais distintivas do programa é o Método do Caso, que coloca os participantes perante situações empresariais concretas e os desafia a analisar alternativas, discutir decisões e confrontar perspectivas diferentes. O objectivo não é encontrar respostas automáticas, mas sim desenvolver discernimento e capacidade de julgamento em ambientes de incerteza, que são, aliás, condições muito próximas da realidade da gestão.

«Hoje, gerir e liderar exige bastante mais do que rapidez de execução. Exige a capacidade de questionar pressupostos, rever modelos de decisão e repensar o próprio estilo de liderança », explica Miguel Guerreiro. Muitos dirigentes chegam a uma fase em que precisam menos de soluções imediatas e mais de profundidade na forma como observam a realidade e tomam decisões.

Essa auto-reflexão tem efeitos concretos no dia-a-dia das empresas. «Melhora a qualidade das decisões, torna a liderança mais consistente e contribui para a construção de organizações mais sólidas », complementa. No PDE, esse trabalho é desenvolvido com aplicabilidade imediata e ganha ainda mais força através da aprendizagem entre pares.

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Num mercado onde existem cada vez mais formações executivas, o PDE distingue-se precisamente por não se limitar a ser mais um programa de actualização profissional, e sim «uma experiência de transformação da forma de pensar e exercer a direcção».

Por outro lado, a combinação entre exigência académica, reflexão estratégica, desenvolvimento pessoal e aplicação directa à realidade da empresa constitui uma das suas maiores forças. Já o trabalho individual, a discussão em grupo e o debate em plenário garantem que cada participante assume um papel activo no seu processo de aprendizagem, desenvolvendo a capacidade de decidir, testar critérios e alargar a sua visão sobre a organização.

Além disso, a componente internacional no IESE Business School, em Madrid, reforça a aprendizagem entre pares, ao expor os participantes a outras abordagens empresariais, culturas de gestão e contextos de decisão. «É essa combinação de visão integrada, método exigente, reflexão pessoal, diversidade de pares e projecção internacional que continua a fazer do PDE uma proposta particularmente sólida », conclui Miguel Guerreiro.

Mais do que um programa de gestão, o PDE – com edições em Lisboa e no Porto – é uma oportunidade para repensar a liderança com maior profundidade. Um espaço onde se aprende a decidir melhor, a liderar com mais consciência e a construir organizações mais consistentes num tempo em que dirigir exige muito mais do que saber executar.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “MBA, Pós-graduações & formação de executivos”, publicado na edição de Maio (n.º 242) da Executive Digest.

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