Sem parecer favorável de especialistas «Fenprop opor-se-á firmemente» ao regresso às aulas, diz Mário Nogueira

«Sem pareceres favoráveis de especialistas de saúde pública e sem que estejam criadas condições de protecção e segurança em cada escola, a Fenprof opor-se-á firmemente ao regresso a trabalho presencial», avisou Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). 

Ana Rita Rebelo

«Sem pareceres favoráveis de especialistas de saúde pública e sem que estejam criadas condições de protecção e segurança em cada escola, a Fenprof opor-se-á firmemente ao regresso a trabalho presencial», avisou Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em nota de imprensa.

Para Mário Nogueira, não pode haver regresso às aulas «sem que haja uma decisão devidamente fundamentada em pareceres favoráveis dos especialistas de saúde pública» e, mesmo que existam, «sem que sejam criadas condições, em cada escola, para que professores, alunos e trabalhadores não docentes possam regressar em condições de segurança».

No entender da Fenprof, serão necessárias máscaras, viseiras, luvas, gel desinfectante, resguardo de quem integrar grupos de risco, divisão das turmas em pequenos grupos e contratação de docentes para poder responder a este resguardo e a esta redução dos grupos de alunos.

Numa mensagem gravada a propósito do 1.º de Maio, publicada na plataforma Youtube, Mário Nogueira lembrou que, no caso dos professores, são exigências o direito à  carreira, a estabilidade, um regime específico de aposentação ou a melhores condições de trabalho, incluindo horários sem abusos e ilegalidades.

Recorde-se que as escolas estão encerradas desde 16 de Março, quando o Governo decidiu suspender todas as actividades lectivas presenciais, e os alunos trocaram a sala de aula por um espaço na sua casa e passaram a ter aulas online e a receber os trabalhos por e-mail ou pelo correio. O terceiro período arrancou a 14 de Abril e a telescola começou esta segunda-feira, 20 de Abril.

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As emissões diárias são transmitidas na RTP Memória, acessível por cabo ou satélite e por Televisão Digital Terrestre nas seguintes posições: TDT – posição 7, MEO – posição 100, NOS – posição 18, Vodafone – posição 17 e Nowo – posição 13.

Há actividades lectivas todos os dias úteis da semana, das nove horas da manhã até às 17:50 horas. Cada aula tem a duração de 30 minutos e vão ser dadas a alunos de dois anos em conjunto (1.º e 2.º), (3.º e 4.º), (5.º e.6.º), (7.º e 8.º) e 9.º ano.

A emissão de cada dia dos módulos individualizados está disponível online e é ainda disponibilizada uma aplicação móvel com todos os conteúdos.

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O #EstudoEmCasa também está no YouTube, através de cinco novos canais. Há aulas do pré-escolar ao ensino secundário.

A RTP 2, por sua vez, transmite conteúdos para crianças do pré-escolar, entre os três e os seis anos.

Em Portugal já morreram 948 (+20 do que ontem) pessoas das 24.322 (+295) confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde divulgado nesta terça-feira, 28 de Abril.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março. O Governo anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 a 3 de Maio.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já provocou mais de 215 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de 840 mil doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

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A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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