A análise de Luís Lopes, CEO, Vodafone Portugal
Perante a incerta evolução dos conflitos no Médio Oriente, não surpreende que a maioria dos empresários (78%) se manifeste, neste barómetro, muito preocupada com o seu impacto. Quase todos (92%) prevêem manter ou aumentar o investimento face a 2025, também pela necessidade de resposta aos aumentos dos custos que já antevêem, sobretudo os mais ligados ao preço do petróleo (energia, transportes e matérias-primas). Esperado, mas não menos preocupante, é também o impacto destas subidas de preços nos bens de consumo alimentares, aumentando ainda mais a pressão financeira sobre as famílias. Reconfirmada a percepção de uma presença excessiva do Estado na economia, e com os empresários a insistirem na desburocratização e redução da carga fiscal como áreas prioritárias, note-se que a mediática reforma laboral não está no top 5 das que são consideradas mais urgentes. Ainda assim, dois terços consideram a proposta do Governo positiva para a competitividade da sua empresa. Sublinho ainda que mais de um quinto dos respondentes vê a digitalização e implementação de IA como principal aposta nos restantes três trimestres de 2026, opção que pode ajudar a realizar as duas maiores prioridades apontadas pelas empresas: a eficiência operacional e a expansão de mercado/crescimento.
Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro.





