Irão: Trump afirma que a China concordou em não fornecer armas a Teerão

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a China concordou em não fornecer armas ao Irão, numa altura em que circulam notícias de que Pequim terá ponderado transferir armamento para Teerão.

Executive Digest com Lusa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a China concordou em não fornecer armas ao Irão, numa altura em que circulam notícias de que Pequim terá ponderado transferir armamento para Teerão.


“[A China está] muito satisfeita por eu estar a abrir permanentemente o Estreito de Ormuz”, escreveu Donald Trump numa publicação nas redes sociais


“Concordaram em não enviar armas para o Irão”, acrescentou, sugerindo que as duas questões estão relacionadas.


Na terça-feira, numa entrevista, Trump tinha declarado que o Presidente chinês, Xi Jinping, negara o envio de armas para o Irão.


A China é o principal parceiro comercial do Irão e um dos seus aliados mais influentes.

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Nos últimos dias, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China tem negado repetidamente que o país esteja a fornecer qualquer forma de apoio militar ao Irão.


Já hoje, numa entrevista transmitida pela estação Fox Business, Trump afirmou ter pedido a Xi Jinping que não fornecesse armas ao Irão, tendo o homólogo chinês respondido que não o faz.


“Respondeu a uma carta que lhe tinha escrito porque tinha ouvido que a China fornecia armas” ao Irão, explicou Trump.

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“Enviei-lhe uma carta a pedir que não o fizesse, e ele escreveu-me uma carta a dizer, no essencial, que não o faz”, acrescentou.


Trump deslocar-se-á a Pequim a 14 e 15 de maio. Inicialmente, estava previsto um encontro com Xi Jinping mais cedo, no final de março ou início de abril, mas a visita foi adiada devido à guerra no Médio Oriente.


Questionado na entrevista de hoje se o impacto da guerra no Médio Oriente nos preços do petróleo, a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e as declarações da administração Trump sobre Cuba iriam alterar o tom deste encontro com Xi Jinping, o Presidente norte-americano respondeu que não.


“Não penso. Ele precisa de petróleo, eu não. É alguém com quem me dou muito bem. Enviou-me uma carta muito bonita”, indicou Trump, acrescentando não ter recebido qualquer contestação por parte da China ou da Arábia Saudita relativamente à sua decisão de bloquear o Estreito de Ormuz.


O líder norte-americano foi também questionado sobre a resposta que os Estados Unidos pretendem dar a um recente ciberataque, alegadamente conduzido pela China. 

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“Nós fazemos-lhes a eles, eles fazem-nos a nós”, respondeu Trump, sem pormenorizar quanto a uma eventual retaliação.


“Já é assim há muito tempo”, concluiu.


Trump impôs um bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, que entrou em vigor na segunda-feira.


O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.


Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.


As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim de semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.


O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.


 

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