O Ministério da Saúde do Brasil anunciou hoje que subiu para 2.906 o número de mortes pelo novo coronavírus — um aumento de 165 óbitos em 24 horas.
No total, são 45.757 casos oficiais no país, segundo os dados mais recentes do Ministério, com 2.678 diagnósticos de ontem para hoje. A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 6,4%.
No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Acre (8); Alagoas (20), Amapá (14; Amazonas (207); Bahia (50); Ceará (233); Distrito Federal (25); Espírito Santo (34); Goiás (21); Maranhão (66); Mato Grosso (6); Mato Grosso do Sul (6); Minas Gerais (47); Pará (43); Paraná (57); Paraíba (39); Pernambuco (282); Piauí (15); Rio Grande do Norte (29); Rio Grande do Sul (27); Rio de Janeiro (490); Rondônia (5); Roraima (3); Santa Catarina (37); São Paulo (1134); Sergipe (7); Tocantins (1).
O sudeste segue como a região que mais acumula casos de covid-19 no Brasil, com 24.062 (52,6%). Seguido pelo Nordeste (11.969), Norte (4.907), Sul (3.077) e Centro-Oeste (1.742).
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São Paulo começa a reabrir economia a 11 de maio
São Paulo, o estado mais atingido pelo novo coronavírus no Brasil, prevê começar a reabrir gradualmente a sua economia a partir de 11 de maio, anunciou hoje o governador, embora sem detalhar quais serão as medidas.
“A partir do dia 11, de forma gradual, heterogénea e segura, faremos a abertura da economia do estado de São Paulo. (…) Vamos levar em conta situações locais, regionais e setores que possam retornar à economia com as devidas medidas de proteção”, afirmou João Doria, governador de São Paulo, numa conferência de imprensa.
O governador do estado mais populoso do Brasil, com cerca de 46 milhões de habitantes, disse que a reabertura das atividades económicas terá em consideração vários fatores, incluindo o sistema de saúde e a situação específica de cada cidade ou região.
“Não estamos anunciando que no dia 11 de maio nós não teremos nenhuma quarentena. Teremos o Plano São Paulo, flexível, amparado sempre na ciência, na medicina, nas questões regionais, em dados analíticos e também na economia”, declarou Doria.
São Paulo mantém fechados todos os estabelecimentos comerciais não essenciais e é o epicentro da pandemia no Brasil.
Doria mantém um confronto público com o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já que os dois divergem sobre as medidas de isolamento social e a sua eficácia para conter a disseminação da covid-19.
Os apoiantes de Bolsonaro no estado de São Paulo têm protestado nas últimas semanas em caravanas de carro que chegaram a paralisar uma avenida em frente ao hospital Emílio Ribas, referência no tratamento da covid-19.
No último fim de semana, apoiantes do Presidente brasileiro executaram uma onda de manifestos contra a quarentena e exigiram o retorno ao trabalho, apesar do aumento diário de casos em São Paulo.














