A bolsa nova-iorquina encerrou hoje com tendência baixista, a ceder à subida das cotações do petróleo, apesar do anúncio de uma mobilização de reservas estratégicas para atenuar as consequências do ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Os resultados de sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,61% e o alargado S&P500 cedeu 0,08%, com o tecnológico a ser o único a contrariar a tendência, mas com uma valorização escassa, de 0,08%.
Os 32 Estados membros da Agência Internacional de Energia decidiram “por unanimidade” disponibilizar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior quantidade na sua história, anunciou hoje a organização.
Esta decisão, associada às ambições declaradas de alguns dirigentes ocidentais para desbloquear o Estreito de Ormuz, “contribuiu para fazer baixar o preço do petróleo em relação ao nível de 119 dólares atingido ontem”, disse Jose Torres, da Interactive Brokers.
Mas o barril continua em forte progressão, com as cotações a avançarem mais de 4,5%, depois da queda da véspera.
“Temos muito pouca informação” sobre o anúncio da AIE. “Não sabemos quando vai entrar em vigor, nem qual será a qualidade do petróleo” disponibilizado, comentou Robert Yawger, da Mizuho USA, em declarações à AFP.
Este analista apontou também para a ausência de detalhes sobre as quantidades a colocar no mercado por dia ou a contribuição de cada país.
A massa de barris pronta para ser desbloqueada “implica que o problema é muito grave”, considerou.
A paragem de grande parte das exportações de hidrocarbonetos a partir do Golfo Pérsico elevou muito a tensão no mercado petrolífero e a subida dos preços faz recear importantes dificuldades económicas, em particular uma aceleração da inflação.
Isto “reduz a probabilidade de a Reserva Federal baixar a sua taxa de juro de referência durante o primeiro semestre”, antecipou Matthew Weller, da Forex.com, em declarações à AFP.
Os operadores bolsistas aguardam agora que o próximo alívio da política monetária ocorra em julho ou até só em setembro, segundo o observatório CME FedWatch.










