As exportações portuguesas de cortiça totalizaram 148.000 toneladas em 2025, um aumento de 1,7% relativamente ao ano anterior, mas o valor diminuiu 2,2%, indicou hoje a União da Floresta Mediterrânea (UNAC).
“Em 2025, as exportações portuguesas de cortiça atingiram 148.000 toneladas, num total de 1.100 milhões de euros. Face a 2024, verificou-se um aumento de 1,7% na quantidade exportada, mas uma redução de 2,2% no valor total”, indicou, em comunicado, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Já o preço médio anual dos produtos de cortiça sofreu uma quebra de 4,5%.
Contudo, entre 2021 e 2025, o preço subiu 27%.
As exportações de rolhas cresceram 3% em quantidade, mais baixaram 2,5% em valor.
No último ano, o preço médio das rolhas cedeu 5%, mas mantém um crescimento acumulado de 13,5% desde 2021.
“Entre 2024 e 2025, as rolhas aglomeradas cresceram de forma razoável em quantidade (+6%) e em valor (+7%), enquanto as rolhas de espumante registaram aumentos moderados, quer em quantidade (+5%) quer em valor (+2%)”, detalhou.
Por sua vez, as rolhas naturais apresentaram uma quebra de 11% em quantidade e também em valor.
Segundo a mesma nota, França, Itália, Espanha e EUA representam mais de 90% das exportações portuguesas.
De 2021 a 2025, França registou o maior aumento do preço médio (28%) e o Chile a maior quebra (-14%).
“O ano de 2025 confirma o reforço dos mercados europeus, a perda relativa dos EUA e uma tendência de estabilização da valorização dos produtos de cortiça a que se assiste desde 2021”, apontou.
A UNAC reúne cerca de 1.200 produtores florestais, que gerem mais de 700.000 hectares.




